Votação do projeto que revoga homenagem da Alerj ao miliciano Adriano da Nóbrega é adiada

Felipe Grinberg

RIO — Foi adiada a votação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro sobre a revogação da Medalha Tiradentes, a mais alta honraria do Legislativo fluminense, para o ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega foi adiada ontem. A homenagem foi uma iniciativa do atual senador e ex-deputado Flávio Bolsonaro em 2005, que também foi autor de uma moção de louvor no ano anterior.

Com o plenário vazio por conta do coronavírus, a votação não teve quórum pela ausência de apenas seis deputados, apesar do placar indicar que seria aprovada a revogação. Foram 20 votos favoráveis, sete contra e três abstenções. O projeto deve voltar para a pauta após o fim da crise causada pela doença.

Uma das autoras do pedido que foi feito em 2019, a deputada Renata Souza (PSOL) acredita que a revogação da homenagem seja essencial para a Alerj se contrapor a milícia:

— Apresentamos após as investigações mostrarem provas contundentes que ele era um criminoso.

O deputado Rodrigo Amorim (PSL), um dos parlamentares que votou contra a medida, defende que não é possível prever que um homenageado cometerá transgressões futuras. Além disso ele refuta que sua posição possa parecer que ele apoia a milícia:

— São criminosos iguais a traficantes. Mas qualquer deputado tem a liberdade de homenagear qualquer um e não pode ser responsabilizado por crimes posteriores.