"Voto impresso no Brasil é solução inadequada para problema inexistente”, diz presidente do TSE

Em entrevista coletiva a jornalistas estrangeiros, nesta terça-feira (7), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luiz Edson Fachin, defendeu a segurança das urnas eletrônicas usadas no Brasil e afastou qualquer suspeita de irregularidade nas eleições gerais que acontecem em outubro. Ele defendeu a presença de observadores internacionais como garantia de transparência e anunciou a participação, pela primeira vez, de observadores nacionais. Fachin descartou a hipótese de os resultados finais não serem aceitos e citou um arcabouço de medidas tomadas para assegurar que a vontade soberana do povo seja respeitada.

Cerca de 150 milhões de eleitores brasileiros estarão aptos a votar em 570 mil urnas eletrônicas espalhadas por todo o país. Um contingente de 2 milhões de mesários estarão trabalhando no dia das eleições para garantir o processo democrático de escolha dos próximos representantes eleitos. O TSE trabalha em conjunto com os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) das 27 unidades da Federação, responsáveis diretos pela fiscalização do pleito nos estados e municípios.

“Não há nenhuma dificuldade operacional, financeira ou logística que impeça de levar a efeito a programação. O calendário está em dia e estamos cumprindo todas as etapas”, garantiu o presidente do TSE. “A democracia é um canteiro de obras, há ruídos no campo da política, mas no campo da legislação eleitoral nada impede o desenrolar de todas as etapas”, completou.

Fake News

Edson Fachin citou a implantação de “um programa intenso contra as fake news por meio de parcerias do tribunal com mais de 100 entidades associadas ao enfrentamento da desinformação.


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