Votos dados a economista radicado nos EUA podem ser fiel da balança em eleição chilena

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Franco Parisi durante debate entre candidatos a presidente do Chile em Santiago em 2013

Por Fabian Cambero e Gram Slattery

SANTIAGO (Reuters) - O Chile ruma para um segundo turno presidencial polarizado entre um ex-líder de protesto de esquerda de 35 anos e um ultraconservador que promete endurecer contra o crime no mês que vem.

Mas talvez a questão mais importante, dizem institutos de pesquisa, é o que acontecerá com os 900 mil votos que foram dados a um entusiasta de 54 anos da categoria de corridas de turismo norte-americana Nascar que mora no Estado norte-americano do Alabama.

No primeiro turno de domingo, o ex-congressista de extrema-direita José Antonio Kast terminou na frente com 27,94% dos votos e o parlamentar de esquerda Gabriel Boric ficou em segundo lugar com 25,8%. Como ambos ficaram muito aquém do patamar de 50% necessário para vencer de imediato, agora os dois candidatos estão correndo para forjar alianças e conquistar eleitores que escolheram concorrentes derrotados.

No centro das atenções está o eterno candidato Franco Parisi, economista que é uma celebridade e que surpreendeu muitos ao ficar na terceira colocação com 12,8% dos votos, mesmo não tendo colocado os pés no Chile durante a campanha. Em algumas cidades do norte, inclusive nos pólos de mineração de Antofagasta e Calama, ele venceu com margens significativas.

Observadores dizem que seus apoiadores são mais antiestablishment do que com inclinação à esquerda ou à direita, o que torna difícil prever para onde irão seus votos no segundo turno --mas como Boric e Kast estão em uma corrida extremamente disputada, eles serão cruciais para o resultado da eleição.

Parisi não planeja apoiar nenhum candidato na votação decisiva, disse sei porta-voz Juan Marcelo Valenzuela à Rádio Bio-Bio na segunda-feira.

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