Vou morar sozinho, e agora? Nath Finanças dá dicas

Nath Finanças
·5 minuto de leitura

Eu sei que pensar em morar sozinho desperta uma euforia, uma alegria imensa. E, ao mesmo tempo, aquele medo e a sensação de que você não vai conseguir. Mas, como tudo na vida precisa de iniciativa, com essa questão não poderia ser diferente. É necessário planejamento!

Junto com a independência, vêm as responsabilidades. Isso porque você agora vai ser a pessoa responsável por pagar todas as contas da casa sozinho.

Para conseguir lidar com contas e tudo mais, é importante fazer um planejamento financeiro antes de se mudar, para que você não tenha surpresas desagradáveis no futuro. Ah, mas como faz isso, Nath? Pega caneta e papel e anota essa listinha que eu preparei para você com muito carinho:

Qual é o seu orçamento?

O primeiro passo é entender qual é a sua renda mensal. Anote todos os seus gastos! Coloque no papel quanto você ganha e quais são suas despesas mensais. Você pode usar uma planilha. É importante para ter uma noção de como está a sua vida financeira atualmente, a fim de se preparar melhor e saber quanto do seu dinheiro você poderá destinar para as despesas da casa.

Estime os gastos com a casa

Depois que você já souber qual é a sua renda, estará na hora de pensar nas contas que vão chegar todo mês. Faça a sua estimativa, tipo uma previsão mesmo, dos preços de aluguel, condomínio, água, luz, internet... E outras despesas, como alimentação e produtos de limpeza, por exemplo.

E aquela cervejinha de sexta-feira, como é que fica? É importante levar em consideração os gastos com o lazer, para evitar torrar mais dinheiro do que você deveria, né?

Agora, se der ruim, e as despesas ultrapassarem o seu orçamento, talvez seja melhor esperar um pouquinho e organizar bem o seu dinheiro para não passar por nenhum sufoco depois.

As contas de gasto fixo que você terá são:

- Aluguel

- IPTU

- Condomínio

- Contas gerais (água, energia elétrica, gás — você pode verificar o que já está incluso no condomínio, convênio médico)

- Transportes

- Alimentação, seja no supermercado ou apps como IFood e UberEats (pega leve no delivery!)

- Roupas e eletrônicos

- Lazer: festas, bares, jantares etc

- Gastos de emergência (resistência do chuveiro, rodo, vassoura, espelho quebrado etc).

Tente descobrir quanto custa cada uma dessas coisas na região em que você pretende morar. Uma dica para saber a média de gastos com alimentação e lazer é conversar com pessoas que já residem ali, por meio de grupos de rede social, por exemplo. Procure na barra de pesquisas do Facebook por termos relacionados, tipo “Aluguel Rio de Janeiro" ou “Apartamentos para alugar São Paulo”, adaptando para o lugar em que você queira viver.

Comece a economizar

Uma das grandes vantagens de morar com os pais é a facilidade em poupar dinheiro. Até porque você ainda não tem que arcar com todas as despesas da casa sozinho, né? Aí, dá pra aproveitar para se planejar e economizar a sua grana.

Para quem não tem essa “mordomia” de não precisar pagar contas na casa dos pais, é bom poupar ainda mais. Agora, para quem não pode se dar esse luxo, é necessário um planejamento um pouco maior, para economizar todo mês e conseguir se mudar.

Depois que fizer sua planilha de gastos, se liga no quanto você desembolsa, em comparação ao quanto recebe. E comece a identificar todas as despesas que podem ser cortadas para juntar essa grana e atingir o seu objetivo.

Encontre o seu lugar ideal

Antes de escolher onde você vai morar, a boa é pesquisar bastante. Procure por bairros dentro do seu orçamento, comece a vasculhar preços e redobre a atenção em alguns detalhes, como a localização.

Depois, marque algumas visitas e, de preferência, leve alguém experiente com você para olhar o espaço. Peça ajuda aos seus pais ou aos amigos, essa galera pode reparar coisas em que talvez você não perceba.

O apartamento está em boas condições? Vai precisar de alguma melhoria ou reforma? Coloque tudo na ponta do lápis antes de fechar o contrato.

Além dos gastos fixos, também tem a mobília

É hora de comprar os móveis! Claro que definir o que você deve ou não ter em casa depende muito do seu estilo de vida, mas é importante saber que no início, muito provavelmente, não vai rolar ter o mesmo conforto do que na casa dos seus pais.

Em vez de uma cama super-mega-ultra-hiper confortável, que tal pesquisar paletes e um colchão separado? Pra que armário, se existe arara?

Outra dica supervaliosa é procurar no Facebook bazares que vendam coisas usadas. Não tem grana pra comprar aquela geladeira gigante toda em inox? Compra uma de segunda mão, em bom estado, que resolve!

Fazer chá de casa nova com os parentes e amigos também ajuda muito a economizar.

Tenha uma reserva de emergência

Mesmo depois que você se mudar, não pare de economizar. Continuar investindo o seu dinheiro e fazer uma reserva de emergência vai lhe trazer uma segurança financeira maior.

Imprevistos acontecem, viu? É muito importante ter uma reserva para gastos inesperados. O gás acabou? Deu ruim na resistência do chuveiro? A lâmpada queimou? Se você se planejar, vai evitar se enrolar com todos esses perrengues (e muitos outros!).

Morar sozinho pode ser uma experiência cheia de desafios e aprendizados, e uma fase muito incrível e divertida da sua vida. Então, se você está pronto para dar esse passo, se planeje e aproveite cada momento.