A voz da voz: Rick Michel faz show no Rio em homenagem a Frank Sinatra

Karina Maia
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RIO — As canções de Frank Sinatra acompanham o americano Rick Michel desde o final dos anos 1960, quando ele tinha 13 anos e passou a explorar os discos do cantor, em uma vitrola que guardava em seu porão. Michel se recorda do impacto ao ouvir pela primeira vez a voz do artista que acabaria emulando por toda a vida.

Hoje, aos 65 anos e conhecido mundialmente como um dos principais intérpretes de Sinatra, Michel se prepara para vir ao Rio, onde fará duas apresentações do espetáculo “Sinatra forever”. A primeira será dia 26, no Teatro Clara Nunes, na Gávea. E a segunda, dia 28, marcará a abertura da decoração de Natal do Vogue Square, na Barra, toda inspirada na versão nova-iorquina da celebração.

— Fazendo shows de Sinatra ao longo de quatro décadas, descobri que sua música é atemporal e atinge diferentes gerações. Algumas duram para sempre — afirmou o cantor ao GLOBO-Barra.

Aliás, Michel chega ao país exatos 40 anos após o show de "The Voice" no Maracanã. O intérprete de Sinatra já se apresentou em diversas cidades brasileiras, como Recife, Natal, Fortaleza e São Paulo. No Rio, onde ele estará pela primeira vez, revisitará os sucessos do ídolo em um show que segue o repertório que apresentou em sua passagem por aqui, em 1980.

Homenagem ao show histórico

O show de Sinatra, realizado no Maracanã, tornou-se histórico por uma série de motivos. Naquele 26 de janeiro, 175 mil pessoas lotavam o estádio, mesmo debaixo de uma chuva torrencial. Aguardavam apreensivas, sem saber se o cantor se apresentaria apesar do mau tempo. Minutos antes do início do concerto, o céu se abriu e The Voice cantou para o maior público de sua carreira até então.

Nos 75 minutos seguinte, Sinatra revisitou 20 canções, como “New York, New York”, “Strangers in the night” e a versão em inglês de "Garota de Ipanema". Quem assistiu ao show diz que, assim que ele deixou o palco, voltou a chover torrencialmente. Rick Michel não estava lá, mas sabe contar cada detalhe do evento, assim como da carreira de seu ídolo, que teve o privilégio de encontrar pessoalmente três vezes:

— Três antes de Sinatra morrer, em 1995, tive a sorte de me apresentar para ele, que disse que eu estava maravilhoso! Depois, tiramos uma foto junto com sua mulher, que guardo até hoje com muito carinho.

Em “Sinatra forever”, Michel promete revisitar o repertório cantado em 1980, como a mesma configuração de orquestra, que inclui trompetistas e saxofonistas. Serão 23 músicas, entre hits como “My way” e “Strangers in the night”, além da versão em inglês de “Garota de Ipanema”, uma homenagem a Tom Jobim, com quem Sinatra gravou o álbum “Francis Albert Sinatra e Antônio Carlos Jobim”, em 1967.

Michel também revela que tentará inserir algumas canções natalinas de Sinatra, já que sua apresentação marca a abertura da decoração do Vogue Square. Ele conta que a proximidade da data faz com que se lembre ainda mais de sua mãe, outra grande fã do artista.

— Foi minha mãe quem me apresentou a ele. Quando fiz 13 anos, ela falou: “Por que você não vai ao porão e olha um dos discos do Frank Sinatra?”. Lembro que quando botei a primeira música para tocar, me senti tão vivo! Passei a ouvir os discos repetidamente, tentando obter o mesmo som e voz. Desde que a minha mãe morreu, sempre dedico esse show a ela— conta Michel, que apresenta “Sinatra Forever” desde 2004.

Além de The Voice, o artista reproduz cerca de outras 200 vozes famosas.

— Tento fazer o melhor que posso. Pratico muito e ouço com atenção. Tenho um bom ouvido, Deus me deu o dom de ser capaz de soar como pessoas diferentes, e Frank Sinatra é uma das minhas melhores performances.

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