A voz dos órfãos do feminicídio

Cartaz de Adriana Castro, morta pelo marido, e seus dois filhos

Cada vez mais, a Justiça recebe relatos impactantes de crianças e adolescentes que perderam suas mães, vítimas de feminicídio. Os testemunhos, muitas vezes, servem para condenar os próprios pais, autores dos crimes. No entanto, se os filhos das mulheres mortas ajudam o Estado a condenar os assassinos, na outra ponta, o mesmo Estado não está habilitado para dar amparo a cerca de 2 mil crianças e adolescentes que, todos os anos, se tornam órfãos dos feminicídios, um crime cujo registro aumentou 7% em 2019 na comparação com 2018. A situação dos atingidos por essa tragédia foi o tema da reportagem de capa da revista Época dessa semana. E esse é o tema do Ao Ponto desta segunda-feira. Participam desse episódio a repórter Renata Mariz, que ouviu o relato de familiares e autoridades que atuam na área, e o professor José Raimundo Carvalho, da Universidade Federal do Ceará, estudioso da violência doméstica.

O episódio também pode ser ouvido na página de Podcast do GLOBO. Você pode seguir a gente em Spotify, iTunes, Deezer.

Publicado de segunda a sexta-feira, às 6h, nas principais plataformas de podcast e no site do GLOBO, o Ao Ponto é apresentado pelos jornalistas Carolina Morand e Roberto Maltchik, sempre abordando acontecimentos relevantes do dia.