Alunos de escola de massacre nos EUA deverão usar mochilas transparentes

Miami, 2 abr (EFE).- Os estudantes do colégio de Parkland (Flórida) onde morreram 17 pessoas em um tiroteio no último dia 14 de fevereiro receberam nesta segunda-feira, em seu retorno às aulas, bolsas plásticas e mochilas transparentes onde deverão levar seus pertences por tempo indeterminado.

Após o "spring break" (período de férias de primavera dos estudantes do ensino superior nos Estados Unidos), os alunos do instituto Marjory Stoneman Douglas receberam bolsas e mochilas de graça que deverão usar obrigatoriamente para entrar com material de estudo e pessoal no centro educativo.

Trata-se de uma das medidas de segurança que o distrito escolar iniciou por conta do massacre perpetrado por Nikolas Cruz, de 19 anos, que matou a tiros 14 estudantes e três professores.

Os alunos que retornaram hoje à escola tiveram apenas quatro pontos de acesso disponíveis até o início das aulas, quando somente um permaneceu aberto, informou o jornal "Sun Sentinel".

"É um teste para ver como funciona. O processo será muito similar a quando entramos em um evento esportivo, em um espetáculo ou inclusive na Disney World", escreveu em uma nota aos pais dos alunos Ty Thompson, diretor do colégio.

Os estudantes poderão entrar com bolsas esportivas ou instrumentos musicais em estojos que não sejam transparentes, mas os pertences serão revistados.

O governador da Flórida, Rick Scott, ordenou a presença de oito agentes da Patrulha de Estradas, além de contar com a vigilância de policiais do condado de Broward, onde se encontra o colégio.

Além do tiroteio, foram registradas na escola uma série de incidentes posteriores que causaram inquietação e nervosismo, tais como ameaças nas redes sociais e a detenção de dois estudantes por entrarem no campus com canivetes.

A isto se soma a recente condenação a seis meses de liberdade condicional a Zachary Cruz, irmão de Nikolas Cruz, autor confesso do massacre, que foi detido por entrar nas dependências da escola, algo que tinha sido proibido pela polícia. EFE