Vulcão, helicóptero, jatinho e PCR: jogador do Norwich viveu saga para estrear, atrasado, por Cuba nas eliminatórias

O Globo
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Não foi fácil para a seleção de Cuba promover a estreia de seu principal jogador nas eliminatórias da Concacaf. O atacante Onel Hernández entrou apenas no segundo tempo da derrota por 1 a 0 para a Guatemala em uma epopeia que teve dois vôos, um vulcão em atividade e uma corrida do aeroporto ao estádio.

Hernández, primeiro cubano a jogar e marcar gol na Premier League, era aguardado com status de estrela após a federação do país liberar a presença de jogadores que desertaram da ilha pela primeira vez em anos em sua seleção. Estava tudo certo: fez um vôo de Londres à Cidade do México e, ao meio-dia local desta quarta-feira, se juntaria aos companheiros pela primeira vez para jogar a partida. Mas a atividade e as cinzas do vulcão Pacaya fecharam o Aeroporto La Aurora, na Guatemala e acabaram causando o cancelamento de seu vôo.

Os dirigentes da federação, então, traçaram um plano para ter o o jogador em campo. Onel foi de helicóptero até Tapachula, fronteira entre o México e a Guatemala e de lá, pegou um vôo particular numa pequena aeronave rumo à capital guatemalteca, a cidade da Guatemala.

Ele chegou já com a partida em andamento no Estádio Doroteo Guamuch Flores, depois de passar por um teste PCR e aguardar um resultado negativo para Covid-19. Aos 40 minutos, apareceu à beira do gramado, já uniformizado. Aqueceu no intervalo e finalmente pôde fazer sua estreia, na segunda metade da partida, mas não conseguiu evitar a derrota.

— Não vou jogar só por diversão, que jogar e representar meu país da melhor maneira que podemos — disse o camisa 11 dias antes do jogo, uma prévia do que seria uma verdadeira prova de determinação. A seleção cubana volta a campo no sábado, para enfrentar Curaçao. Desta vez, sem tanta emoção para Hernández.