Walmart retira armas e munições das prateleiras por medo da violência dias antes das eleições nos EUA

Extra
·1 minuto de leitura

RIO — A rede de supermercados Walmart decidiu retirar armas e munições das prateleiras de suas unidades, de acordo com uma reportagem do jornal espanhol El País. A decisão ocorre após uma de suas lojas, na Filadélfia, ter sido saqueada durante os protestos pela morte a tiros de um homem negro por policiais.

— Vimos distúrbios isoladas e, como em várias ocasiões nos últimos anos, retiramos as armas e munições da área de vendas como medida de precaução para a segurança dos nossos funcionários e clientes — disse um porta-voz da empresa ao The Wall Street Journal.

Apesar de não ficarem mais em exibição, tanto as armas como as munições continuarão disponíveis para compra. A decisão, que ocorre há alguns dias das eleições americanas, irá durar pelo menos uma semana.

Ainda de acordo com o The Wall Street Journal, os gestores das 4.700 unidades do Walmart espelhadas pelos Estados Unidos receberam uma carta da empresa, pedindo que os funcionários retirassem todas as armas das prateleiras "devido à atual inquietação em áreas isoladas do país e por cautela".

A rede de supermercados tomou uma decisão semelhante durante os protestos após George Floyd ter sido morto por policiais, em 25 de maio, segundo o El País.

Por ocorrer poucos dias antes das eleições americanas, em 3 de novembro, a decisão também é vinculada a um temor sobre as possíveis reações durante o pleito.

Em uma pesquisa publicada nesta quarta-feira pelo jornal USA Today, três em cada quatro eleitores disseram temer um surto de violência no dia das eleições.