Walmart retira armas de suas lojas físicas nos EUA após incidentes

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O Walmart continuará vendendo as armas de fogo aos clientes que as solicitarem, mas as manterá fora das prateleiras
O Walmart continuará vendendo as armas de fogo aos clientes que as solicitarem, mas as manterá fora das prateleiras

A rede americana de hipermercados Walmart removeu armas e munições das prateleiras de suas lojas físicas nos Estados Unidos, após distúrbios ocorridos na Filadélfia esta semana, informou uma porta-voz nesta quinta-feira (29).

A gigante do varejo continuará vendendo os itens aos consumidores que os solicitarem, mas não os manterá mais expostos. Armas e munições são vendidas em cerca de metade das lojas americanas, principalmente em locais onde a caça é popular, segundo a porta-voz da empresa.

"Temos visto alguns distúrbios civis isolados e, como fizemos em várias ocasiões nos últimos anos, removemos nossas armas de fogo e munições da área de vendas, como uma precaução para a segurança dos nossos colaboradores e clientes", explicou. 

A medida vem após o anúncio da Filadélfia, nesta quarta-feira, de um toque de recolher noturno, depois de duas noites de tumultos pelo assassinato de Walter Wallace, que se tornou o mais recente afro-americano morto pela polícia. As mortes anteriores, de George Floyd, Breonna Taylor e outros cidadãos negros, geraram enormes protestos nos Estados Unidos este ano.

O Walmart já havia adotado uma medida semelhante com relação à venda de armas após a morte de Floyd, em maio, por um policial branco.

Na Filadélfia, milhares de pessoas foram às ruas, em protestos que incluíram saques e surtos de violência, desde que a polícia atirou, na última segunda-feira, contra Wallace, que portava uma faca. Sua família disse que ele tinha problemas de saúde mental.

O prefeito da cidade, Jim Kenney, disse que não haveria toque de recolher na noite desta quinta-feira, mas encorajou "os moradores a ficarem em casa, a não ser que uma viagem seja necessária".

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