Casagrande, Monica Iozzi, Nathalia Dill e mais cobram justiça pelas mortes de jornalista e indigenista

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Manifestantes seguram cartazes enquanto protestam após o desaparecimento, na Amazônia, do jornalista Dom Phillips e do ativista Bruno Araujo Pereira, em frente à Embaixada do Brasil em Londres, Grã-Bretanha, 9 de junho de 2022. (Foto: REUTERS/Toby Melville)
Manifestantes seguram cartazes enquanto protestam após o desaparecimento, na Amazônia, do jornalista Dom Phillips e do ativista Bruno Araujo Pereira, em frente à Embaixada do Brasil em Londres, Grã-Bretanha, 9 de junho de 2022. (Foto: REUTERS/Toby Melville)

O desaparecimento do jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira e a notícia de que seus corpos foram achados tem causado comoção no Brasil. Famosos e anônimos cobram respostas às autoridades e não poupam críticas ao presidente Jair Bolsonaro.

Um dos depoimentos foi do ex-jogador Walter Casagrande, o Casão, no programa "Encontro" desta segunda-feira (13). Indignado, ele ainda lembrou o assassinato de Marielle Franco e disse que o caso de Dom e Bruno não pode cair na impunidade como o de Marielle. "O Brasil não é perverso e nem psicopata. O Brasil está perverso e psicopata. O governo atual é covarde e estimula isso", apontou.

Quem também falou foi Monica Iozzi. No seu Instagram, a apresentadora fez dois posts sobre o caso. No primeiro, escreveu que está triste e indignada com o caso. "E, nosso presidente, ao invés de trabalhar para que este tipo de violência pare de acontecer, disse o seguinte sobre o desaparecimento de Bruno e Dom: 'Duas pessoas apenas, em uma região daquela, completamente selvagem, é uma aventura que não é recomendável que se faça. Tudo pode acontecer. Pode ser um acidente, pode ser que eles tenham sido executados'. Ou seja, para o nosso presidente é melhor que ninguém nem tente investigar o tráfico de drogas, os garimpos ilegais e o desmatamento que ocorrem na Amazônia. Deixa os caras de boa lá “trabalhando”. Se tentar fazer algo, é por sua conta e risco", pontuou.

No segundo post, mostra vídeo onde Bruno Pereira aparece entoando cânticos na floresta.

Diversos artistas comentaram as publicações de Monica, como a atriz Nathalia Dill, que disse: "É isso. Estamos sendo governados pela milícia". Ela também compartilhou o desabafo de Iozzi em seus stories.

O ator Enrique Diaz se manifestou em suas redes sociais dizendo que o caso é "uma tristeza, um absurdo, um projeto de destruição. Muita coisa por trás de uma tragédia como essa. Que merd*".

A professora Debora Diniz relembrou um diálogo com Dom Phillips. Na conversa, o jornalista indica uma fonte para Debora e diz que está fora do jornal fazendo um livro sobre Amazônia. "Meu último diálogo com Dom Phillips. Poucos dias antes da viagem que não teria retorno. Nosso papel será manter eterna a memória desta tragédia. Que o dia de hoje seja uma virada para a indignação pública sobre o terror instalado contra a população indígena neste país", escreveu Diniz.

A historiador Lilia Moritz Schwarcz fez um longo desabafo e defendeu que há falta de interesse político não somente em apurar as execuções de defensores ambientais, mas em coibir os crimes contra a natureza. "Não é só inércia, mas uma sensação de quase conivência e impunidade. A Amazônia foi entregue a bandidos e o governo está imiscuído, até a cabeça, nesse lodaçal".

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