EUA sancionam entidades iranianas por interferência em eleições

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(ARQUIVO) O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, em audiência do Comitê de Pequenas Empresas da Câmara, no Capitólio, em Washington, DC, em 17 de julho de 2020.
(ARQUIVO) O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, em audiência do Comitê de Pequenas Empresas da Câmara, no Capitólio, em Washington, DC, em 17 de julho de 2020.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou cinco entidades iranianas nesta quinta-feira (22), incluindo os Guardiões da Revolução, exército ideológico de Teerã, por "tentativas flagrantes" de interferir nas eleições presidenciais americanas de 3 de novembro. 

Esses grupos trabalharam para "semear a discórdia entre a população eleitoral, espalhando desinformação online e executando operações de influência maliciosa com o objetivo de enganar os eleitores americanos", afirmou o Tesouro em um comunicado. 

"Entidades do governo iraniano, disfarçadas de mídia, visaram os Estados Unidos com o objetivo de minar o processo democrático", acrescentou.

O Tesouro não explica claramente a ligação entre essas sanções e as acusações feitas na noite de quarta-feira pelo Diretor de Inteligência dos EUA, John Ratcliffe. 

Ele acusou o Irã de ter obtido dados de eleitores norte-americanos e enviado e-mails "destinados a intimidar os eleitores, incitar a agitação social e prejudicar o presidente [Donald] Trump", que busca sua reeleição em 3 de novembro.

"O regime iraniano usa narrativas falsas e outros conteúdos enganosos para tentar influenciar as eleições dos EUA", disse o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, nesta quinta-feira, sem maiores detalhes, que prometeu "combater os esforços de qualquer ator estrangeiro que ameace o processo eleitoral". 

As entidades alvo são os Guardiões da Revolução e sua unidade de elite para operações estrangeiras, a Força Qods, ambas já sancionadas em diversas ocasiões por Washington. 

Nesta ocasião, também sanciona o Instituto Bayan Rasaneh Gostar, apresentado como ferramenta de propaganda dos Guardiões da Revolução, assim como a União Iraniana de Rádio e Televisão Islâmica e a União Internacional de Mídia Virtual.

"Funcionários do Bayan Gostar previram influenciar a eleição explorando questões de sociedade nos Estados Unidos, incluindo a pandemia, e denegrindo personalidades políticas americanas", afirmou o Tesouro.

As autoridades iranianas rejeitaram o que descreveram como "invenções".

O Irã convocou o embaixador da Suíça, que representa os interesses diplomáticos americanos em Teerã, ao negar as acusções "forjadas e grosseiras".

As autoridades americanas "fizeram uma acusação infundada devido à aproximação das eleições de seu país para justificar seu antidemocrático e já definido cenário para desviar a culpa", disse o porta-voz da chancelaria iraniana.

Os Estados Unidos impuseram ontem sanções ao embaixador do Irã no Iraque, acusado de "tentar desestabilizar aquele país" como general dos Guardiões da Revolução. 

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