Washington se diz "decidido" a cooperar com Moçambique contra extremistas

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O porta-voz do Pentágono, John Kirby em Washington, DC

Os Estados Unidos "condenam" o ataque reivindicado pelo grupo do Estado Islâmico (EI) na cidade portuária de Palma, em Moçambique, e estão "decididos" a cooperar com o governo no combate aos extremistas, disse nesta segunda-feira (29) um porta-voz do Pentágono.

Os ataques extremistas "dão testemunho de uma total falta de respeito pelo bem-estar e segurança da população local, que sofre terrivelmente com as táticas brutais e indiscriminadas dos terroristas", afirmou o porta-voz, John Kirby.

No entanto, ele se recusou a especificar como as forças americanas poderiam ajudar as autoridades a retomar o controle desta cidade de 75.000 habitantes.

O grupo EI afirmou que controla a cidade e assumiu a responsabilidade pelo ataque ocorrido a apenas dez quilômetros de um megaprojeto de extração de gás liderado pelo grupo francês Total.

Os extremistas declararam ter atacado "quartéis militares e sedes do governo".

De acordo com o governo de Moçambique, na noite de domingo, o ataque massivo em Palma deixou dezenas de mortos e ao menos uma centena de pessoas desaparecidas.

"Não tenho detalhes operacionais a dar, mas condenamos os ataques terroristas na cidade de Palma", informou o porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

"Continuamos determinados a cooperar com o governo de Moçambique na luta contra o terrorismo e o extremismo violento, e a derrotar o EI", ressaltaram.

O Comando Africano do Exército dos Estados Unidos (Africom) anunciou em meados de março que havia iniciado um programa de treinamento de dois meses para as forças especiais de Moçambique como forma de "prevenir a propagação do terrorismo".

De acordo com o The New York Times, Washington pretende expandir a sua ajuda militar a Moçambique, especialmente em logística e inteligência.

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