Washington solicita que Pequim pare de 'destruir' a democracia em Hong Kong

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Os Estados Unidos reafirmaram formalmente nesta quarta-feira (31) que Hong Kong não desfruta mais da autonomia prometida pela China e, portanto, não merece um tratamento favorável de Washington, exortando Pequim a "parar de destruir as instituições democráticas" do território.

"Continuaremos a apelar à República Popular da China para que respeite as suas obrigações e compromissos internacionais: pare de desmantelar as instituições democráticas, a autonomia e o Estado de direito de Hong Kong, liberte imediatamente todos os indivíduos presos injustamente e abandonar todas as acusações contra eles, além de respeitar os direitos humanos de todo o povo de Hong Kong", afirmou o chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, em um comunicado.

O secretário de Estado informou que haverá "consequências para estas ações", ao mesmo tempo em que Pequim ratificou na terça-feira uma reforma radical do sistema eleitoral de Hong Kong que vai marginalizar totalmente a oposição.

Em maio, o governo do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia declarado que a ex-colônia britânica não tinha mais o "alto grau de autonomia" garantido pela China quando ocorreu a transferência de soberania por Londres, em 1997. Como consequência, revogou o status comercial preferencial do qual desfrutava Hong Kong.

Uma lei de 2019 prevê que o governo notifique o Congresso dos Estados Unidos a cada ano sobre a situação da autonomia desse território.

"No ano passado, a República Popular da China continuou a desmantelar o alto grau de autonomia de Hong Kong", principalmente com a polêmica lei de segurança nacional de Pequim, que "minou seriamente os direitos e liberdades dos residentes de Hong Kong", observou Blinken.

"Certifico ao Congresso que Hong Kong não merece tratamento diferenciado", acrescentou, confirmando que o governo do democrata Joe Biden dará continuidade à política do antecessor.

Da mesma forma, Blinken denunciou novamente "as prisões arbitrárias e acusações de opositores pacíficos, militantes e manifestantes por razões políticas", além da "proibição de fato de manifestações públicas".

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