Washington tenta repatriar 13.500 americanos espalhados pelo mundo

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Os Estados Unidos tentarão repatriar 13.500 cidadãos em todo o mundo devido à pandemia de coronavírus, mas não acreditam que conseguirão em todos os casos, informou o Departamento de Estado nesta segunda-feira.

No total, as autoridades repatriaram 5.700 cidadãos desde o início da crise global da saúde, incluindo mais de 800 de Wuhan, China, mais de 300 do navio Diamond Princess no Japão e cerca de 1.200 de Marrocos na semana passada. Os americanos também foram evacuados da América Latina nos últimos dias.

A grande maioria retornou em aviões fretados pelo governo, disse um alto funcionário do Departamento de Estado a repórteres, também contemplando o possível uso de aeronaves das Forças Armadas.

"Traremos milhares a mais para sua casa nos próximos dias e semanas", disse o funcionário sob condição de anonimato e anunciou que mais 16 voos já estão programados para o final da semana, repatriando 1.600 passageiros já registrados.

"Identificamos cerca de 13.500 cidadãos americanos no exterior que solicitaram nossa assistência para repatriá-los" em todas as regiões do mundo, disse.

No entanto, ele reconheceu complicações porque "existem pessoas que estão em lugares muito remotos em áreas muito distantes do mundo".

"Eu tenho dúvidas sobre ser capaz de garantir que possamos trazer cada pessoa".

Washington convocou seus cidadãos a tentar recorrer a voos comerciais para retornar aos Estados Unidos, embora isso logo deixe de ser uma opção, devido ao fechamento de fronteiras e suspensão de rotas comerciais.

Em seu último aviso aos viajantes, elevado ao nível mais alto de alerta para todo o planeta, as autoridades americanas instaram seus cidadãos a não irem para o exterior. E recomendaram que aqueles que pudem "retornar imediatamente" por conta própria o façam.