Weinstein Company pagará USD 17 milhões a vítimas de abusos sexuais

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Harvey Weinstein deixa a Suprema Corte de Nova York durante seu julgamento por crimes sexuais há um ano, em janeiro de 2020

Uma juíza de falências americana aprovou um pagamento total de 17 milhões de dólares da produtora Weinstein Company a 37 mulheres que acusaram o produtor de cinema Harvey Weinstein de abuso sexual e assédio.

Weinstein, de 68 anos, foi condenado no ano passado a 23 anos de prisão depois de ser considerado culpado de crimes sexuais em primeiro grau e estupro em terceiro grau em fevereiro de 2020, em um julgamento marcante para o movimento #MeToo.

A juíza de Delaware, Mary Walrath, deu luz verde na segunda-feira ao plano de falência da Weinstein Company, que inclui este pagamento.

A magistrada rejeitou as objeções de oito supostas vítimas de Weinstein que não integraram o acordo por considerá-lo insuficiente e porque as impede de prosseguir com outras ações judiciais contra o produtor.

Das outras 37 vítimas que aceitaram o acordo, as que virarem a página e prometerem não abrir mais ações receberão o valor total acordado. Aquelas que aceitarem o acordo, mas não renunciaram a queixas futuras, receberão apenas um quarto.

A sentença de Weinstein a 23 anos de prisão selou a queda do produtor de "Pulp Fiction" e "Shakespeare Apaixonado", acusado de ser um predador sexual por mais de 90 mulheres, incluindo as famosas atrizes Angelina Jolie e Salma Hayek.

A Weinstein Company declarou falência em março de 2018, após receber uma enxurrada de ações judiciais.

Harvey Weinstein, co-fundador dos estúdios Miramax, aguarda outro julgamento em Los Angeles por estupro e abuso sexual contra cinco mulheres, crimes que podem levar a no máximo 140 anos de prisão.

Weinstein nega ter cometido qualquer crime e garante que todas as relações sexuais foram consensuais.

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