Weintraub cria embate com China e há temor que país ignore compras do Brasil na saúde

Debora Álvares
Ministro da Educação fez postagem considerada

Um post do ministro da Educação, Abraham Weintraub, no Twitter sobre a China no sábado (4) está preocupando parte do governo. A publicação foi apagada após a repercussão negativa do lado chinês, mas ainda assim teme-se que impacte na venda de insumos de saúde do país asiático ao Brasil. Diversas vezes o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, já alertou que há uma concentração na China da produção de insumos para a saúde, como EPIs (equipamentos de proteção individual) que estão em falta no mundo todo por conta do surto do coronavírus

De forma pejorativa e infantilizada, Weintraub substituiu o “r” pelo “l”, insinuando que se tratava com modo de falar dos chineses, em um texto que sugere que o país asiático tende a sair ganhando com a “clise mundial”. O post foi ilustrado com uma imagem da Turma da Mônica na Muralha da China.

Ministro apagou postagem no Twitter após repercussão negativa.

A Embaixada da China no Brasil classificou a mensagem de Weintraub como “racista” e disse que causou “influências negativas no desenvolvimento saudável das relações bilaterais China-Brasil”. 

Nesta segunda (6), em entrevista ao jornalista Luiz Roberto Datena, na Rádio Bandeirantes, Weintraub condicionou seu pedido de desculpas à venda, pelos chineses, de mil respiradores ao Brasil.  

“Dado que a Embaixada chinesa ficou tão ofendida… Eu sei como é a negociação dos chineses, esse processo cultural… Eu vou fazer o seguinte, meu acordo: Eu vou lá, eu peço desculpas, peço ‘por favor, me perdoem pela minha imbecilidade’. A única coisa que eu peço é que, dos 60 mil respiradores que estão disponíveis, eles vendam mil para o MEC para salvar vida de brasileiros pelo preço de custo. Manda a Embaixada colocar aqui nos meus hospitais [universitários], e eu vou lá na embaixada e falo ‘eu sou um idiota, me desculpem’.”

Negando ter cometido racismo contra os chineses ou sido...

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