Weintraub faz propaganda de kit de material escolar fornecido por empresa investigada pela PF

O GLOBO
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, faz propaganda de kit de material escolar fornecido por empresa investigada pela PF. Foto: Jorge William / Agência O Globo

BRASÍLIA - O ministro da Educação, Abraham Weintraub, fez propaganda esta semana de um kit escolar que é fornecido pela Brink Mobil, empresa investigada pela Polícia Federal por envolvimento num esquema de desvio de recursos na Paraíba. Na rede social do MEC, o ministro pede à população que pressione prefeitos e deputados a apresentar emendas ao orçamento para garantir a compra do kit. UFRJ estreia triagem de cotistas para conter fraudes, e lida com problemas do método

A informação foi divulgada pelo jornal Estado de São Paulo: “Eu preciso da ajuda de vocês. Vocês têm que pedir para o prefeito de vocês se cadastrar no FNDE, com a Karine (Silva dos Santos, atual presidente do fundo). Pedir para o seu deputado destinar as emendas parlamentares para a gente poder mandar para todas as crianças do Brasil”, disse o ministro, em um dos vídeos divulgados em rede social. Na denúncia, o MP aponta que a Brink pagava propina em troca de contratos no governo da Paraíba. A acusação foi corroborada por funcionários do governo que fizeram delação. "Quanto à Brink Mobil, trata-se de uma empresa que fornecia, inicialmente, material de robótica e kit de material escolar e, posteriormente, passou a fornecer laboratórios. A referida empresa, desde o início da relação negocial com o Estado da Paraíba, informou sua disposição de entregar vantagens financeiras indevidas aos agentes públicos, porém, o repasse deveria ocorrer em Curitiba/PR, onde a empresa tinha logística bancária para sacar os valores", diz a denúncia.

Confira: Inep negou-se a aplicar novo teste do MEC que medirá fluência na leituraAinda segundo o Estado de São Paulo, a mesma Brink já havia sido acusada em 2018 no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) por formação de cartel em licitações públicas entre 2007 e 2012.