Whatsapp baniu conta de agência que fez campanha de Bolsonaro

O TSE investiga denúncias de disparos de mensagens em massa durante as eleições de 2018 (Foto: Getty Images)

RESUMO DA NOTÍCIA

  • TSE apura se foram feitos disparos em massa durante a campanha eleitoral

  • Conta da agência foi suspensa por suspeita de spam

Em meio à investigação sobre disparos de mensagens em massa durante a corrida eleitoral de 2018, o Whatsapp informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que baniu uma conta associada a uma agência contratada pela campanha do hoje presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Na quinta-feira (5), a empresa enviou um comunicado a Og Fernandes, corregedor do TSE, informando que a conta foi suspensa no dia 11 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno das eleições. A conta teria violado “os termos de serviço do WhatsApp por suspeita de spam, envio de mensagens em massa ou automatizadas".

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O número não estava na lista de linhas telefônicas fornecida pelo TSE que embasou o pedido de informações feito pela Corregedoria – ou seja, o Whatsapp identificou por conta própria a violação dos termos de uso. Duas outras contas foram banidas na ocasião, ligadas à SMS Market, outra empresa investigada, e a uma pessoa cuja identidade não foi divulgada.

A agência que controlava a conta se chama Yacows. A AM4, responsável pela campanha de Bolsonaro, já admitiu no ano passado que contratou os serviços dela, mas alega ter feito apenas um disparo.

Para dar continuidade às investigações, o TSE solicitou ao Whatsapp todas as linhas canceladas que estivessem registradas em nome das quatro empresas investigadas e a maioria de seus donos: Yacows, Quickmobile, SMS Market e Croc Services. Contudo, o advogado do aplicativo afirma que não foi possível localizar os dados:

"Por conta do longo período transcorrido desde o intervalo de datas de 14 de agosto de 2018 a 28 de outubro de 2018, o WhatsApp, de modo geral, não tem informações disponíveis relacionadas aos números de telefone indicados pelas operadoras de telefonia como pertencentes às empresas e pessoas mencionadas na decisão.”

O aplicativo reiterou uma informação que já havia divulgado: foram enviadas notificações extrajudiciais para as quatro empresas citadas pelo TSE, alertando-as e solicitando que cessassem as violações aos termos de serviço em 48 horas.