WhatsApp, Facebook e Instagram fora do ar: como foi o pedido de desculpas de Mark Zuckerberg pelo apagão

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Facebook Chairman and CEO Mark Zuckerberg testifies at a House Financial Services Committee hearing in Washington, U.S., October 23, 2019.
Facebook Chairman and CEO Mark Zuckerberg testifies at a House Financial Services Committee hearing in Washington, U.S., October 23, 2019.

O fundador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, se desculpou pela "interrupção" de seus serviços de rede social que ficaram fora do ar por quase seis horas na segunda-feira (04/10) — impactando mais de 3,5 bilhões de usuários em todo o mundo.

"Desculpem pela interrupção de hoje — eu sei o quanto vocês dependem de nossos serviços para ficarem conectados com as pessoas de quem gostam", afirmou o bilionário em postagem no Facebook depois que o serviço foi restabelecido.

Zuckerberg pediu desculpas depois que um problema técnico interno deixou o Facebook, Facebook Messenger, Whatsapp e Instagram fora do ar por volta das 13h (horário de Brasília) na segunda-feira.

As tentativas para restabelecer o acesso às plataformas — todas pertencentes a Zuckerberg — acabaram sendo bem-sucedidas por volta das 19h (horário de Brasília).

Mas é provável que o episódio aumente o debate sobre o alcance do gigante das redes sociais.

Por horas, potencialmente bilhões de pessoas se viram sem as ferramentas de rede social das quais dependem para manter contato com amigos e familiares.

Outros teriam descoberto que não conseguiam acessar certos serviços que exigiam um login do Facebook.

Enquanto isso, empresas no mundo todo, que utilizam as redes sociais para se conectar com os clientes, se depararam com a perspectiva de um impacto financeiro inesperado.

Acredita-se que o próprio Zuckerberg tenha perdido cerca de US$ 6 bilhões de sua fortuna pessoal em determinado momento, quando as ações do Facebook despencaram, de acordo com o software de rastreamento do site de negócios Fortune.

A plataforma Downdetector, que monitora falhas em sites e serviços, informou que cerca de 10,6 milhões de problemas foram relatados em todo o mundo — o maior número já registrado.

No fim do dia, o Facebook informou que ficou offline por uma alteração de configuração incorreta que não só impactou os sites e aplicativos, como também afetou as ferramentas internas da empresa.

Entre estas ferramentas, estão o e-mail interno do Facebook e até mesmo o crachá de trabalho dos funcionários.

Alguns relatos sugerem que a sede do Facebook estava tendo um "colapso". Inclusive "as pessoas que tentavam descobrir qual era o problema" não conseguiam acessar o prédio, segundo Sheera Frenkel, repórter de tecnologia do New York Times, contou à BBC.

O New York Times informou que o problema foi finalmente resolvido depois que um grupo conseguiu entrar em um data center da Califórnia e reiniciar os servidores. A empresa não confirmou a informação.

O Facebook disse que está trabalhando para entender o que aconteceu para que possa tornar sua "infraestrutura mais resiliente".

Especialistas em tecnologia descreveram o problema como sendo semelhante ao gigante da rede social ter sumido do mapa da internet, então não podia ser encontrado.

A companhia disse que "não há evidências de que os dados dos usuários tenham sido comprometidos".

O "apagão" aconteceu em um momento particularmente difícil para a empresa, que se encontra cada vez mais sob pressão em relação a seu alcance e impacto na sociedade.

No domingo, a ex-funcionária do Facebook Frances Haugen, responsável por uma série de vazamentos bombásticos da empresa, disse em entrevista à rede americana CBS que a companhia priorizou o "crescimento em detrimento da segurança".

Nesta terça-feira (05/10), ela vai prestar depoimento a uma subcomissão do Senado americano em uma audiência intitulada "Protegendo as Crianças Online", sobre uma pesquisa da empresa sobre o efeito do Instagram na saúde mental de jovens usuários.

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