Witzel e primeira-dama lavaram dinheiro e pagaram despesas em espécie, diz PGR

Redação Notícias
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Rio de Janeiro Governor Wilson Witzel gestures as he speaks to the media at Laranjeiras Palace, following the outbreak of the coronavirus disease (COVID-19), in Rio de Janeiro, Brazil August 28, 2020. REUTERS/Pilar Olivares
Rio de Janeiro Governor Wilson Witzel gestures as he speaks to the media at Laranjeiras Palace, following the outbreak of the coronavirus disease (COVID-19), in Rio de Janeiro, Brazil August 28, 2020. REUTERS/Pilar Olivares

O governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), e a primeira-dama, Helena, pagaram de forma sistemática despesas em dinheiro, segundo aponta a Procuradoria-Geral da República. As informações são do UOL.

A PGR chegou a essa conclusão após apreender notas fiscais e comprovantes bancários em endereços de Witzel.

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Para a Procuradoria, isso seria uma forma de lavagem de dinheiro. Entre as compras está um cofre para oito armas de fogo comprado na internet por R$ 899. Outras despesas registradas: mensalidades escolares, cursos de idiomas e depósitos sem identificação em outras contas.

De fevereiro a outubro de 2019, os comprovantes localizados pela PF somam quase R$ 25 mil. A defesa de Witzel —denunciado por corrupção passiva a partir de contratos na saúde— nega ter recebido propina.

Grande parte dos pagamentos foi feito numa agência do Bradesco nas imediações do Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador.

Várias outras contas foram pagas numa agência da Caixa Econômica Federal, também próxima do palácio. E ainda há ainda comprovantes de pagamento em agência lotérica.

Segundo os recibos, os pagamentos foram iniciados em meados de fevereiro de 2019, poucas semanas após a posse de Witzel.

O casal retoma os gastos em espécie em 2 de maio e vai até junho.

Nesse período, o escritório de advocacia de Helena Witzel fez duas transferências - de R$ 10 mil e R$ 15 mil em outubro - para a conta da primeira-dama logo depois de receber pagamentos de empresas ligadas a Mário Peixoto, empresário que está preso. Para a PGR, esses pagamentos a Helena seriam propina. Witzel nega.