Wuhan, berço do coronavírus, retoma progressivamente sua atividade

Foto tirada em 16 de março de 2020 mostra uma mulher entregando comida a uma moradora por barreira criada para impedir que pessoas entrem ou saiam de condomínio residencial em Wuhan

Os habitantes da cidade chinesa de Wuhan (centro), onde o novo coronavírus foi identificado em dezembro, estão sendo autorizados a voltar ao trabalho, enquanto o transporte público é retomado após dois meses de confinamento.

Esse levantamento das restrições ocorre depois que o ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira que nenhum novo caso de contaminação local foi registrado pelo quinto dia consecutivo nesta metrópole de 11 milhões de habitantes.

No entanto, 39 casos importados foram relatados em toda a China.

Os moradores de Wuhan que estão em bom estado de saúde vão poder se deslocar dentro da cidade e pegar um ônibus ou metrô depois de apresentar sua identidade, explicaram as autoridades.

Também vão poder retornar aos seus locais de trabalho se tiverem uma licença emitida pelo empregador e estiverem autorizados a deixar Wuhan para viajar para outras partes da província de Hubei, da qual faz parte, se forem declarados negativos para os testes de Covid-19 e portarem um atestado médico.

A disseminação do coronavírus nesta metrópole provocou sua quarentena em 23 de janeiro. Quase todas as outras cidades de Hubei aplicaram as mesmas medidas.

Até agora, a população estava proibida de sair dos limites do município de sua residência.

Embora o ministério da Saúde chinês tenha anunciado nesta segunda outras nove mortes adicionais na China - todas em Wuhan -, o número de contaminações caiu muito claramente nas últimas semanas. A maioria dos casos agora é de pessoas que chegam do exterior.

Com um total de 81.093 casos e 3.270 mortes registradas oficialmente, a China é hoje o segundo país mais afetado no mundo pela pandemia, depois da Itália.