Wuhan retorna à normalidade

A cidade chinesa de Wuhan volta aos poucos à normalidade, três anos depois de se ter tornado no epicentro da pandemia da Covid-19.

Depois de ter sido isolada do mundo, a metrópole de 11 milhões de habitantes viu quase todas as restrições serem levantadas pelas autoridades em dezembro.

No entanto, estão espalhados por toda a cidade sinais dos perigos da doença e estão ainda muito vivos na memória os tempos difíceis que todos passaram...

Um chinês afirma que "não tem sido fácil fazer algo nestes poucos anos. Todos têm enfrentado diferentes níveis de dificuldades no trabalho e na vida."

"Claro que estávamos assustados. Só este ano é que as pessoas começaram a ser amplamente infetadas. No ano passado, e nos últimos três anos, ninguém foi infetado. O novo ano será obviamente melhor. Agora, não temos medo do vírus. Já não temos esse medo no nosso coração", assegura outra chinesa.

Quando as autoridades chinesas resolveram encerrar o mercado de marisco e vida selvagem de Huanan, em janeiro de 2020, apontado como o principal foco de infeção, já o novo coronavírus se tinha espalhado pela China e, inevitavelmente, pelo mundo.

A Organização Mundial da Saúde declarou que o planeta estava perante uma pandemia, a primeira do milénio.

Imagens chocantes de hospitais em colapso repetiram-se um pouco por todo o mundo. Milhões de pessoas morreram.

Para já, a pandemia ainda não terminou. Os novos casos na China voltaram a atingir números alarmantes o que levou vários países a impor restrições a todos os viajantes provenientes do país.