Xangai não registra casos de Covid pela primeira vez desde o novo surto

A cidade chinesa de Xangai não registou no sábado nenhuma nova infeção por Covid-19 pela primeira vez desde março, quando eclodiu um forte surto ligado à variante Ômicron que levou a um longo e severo confinamento da sua população.

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"Não houve novos casos domésticos confirmados de Covid-19 e nenhuma nova infecção assintomática em Xangai em 24 de junho de 2022", disse o governo da cidade de 25 milhões de pessoas em comunicado.

Em março, as infecções começaram a se multiplicar na capital econômica do país, que acabou decretando um confinamento severo por dois meses.

O bloqueio, criticado pela população que luta para obter alimentos e cuidados médicos, foi suspenso praticamente no início de junho, embora o retorno à normalidade tenha sido dificultado pelo restabelecimento das restrições em alguns distritos.

Há duas semanas, milhões de pessoas foram novamente confinadas temporariamente quando o governo municipal lançou uma campanha de testes em massa em algumas áreas.

Enquanto isso, a capital Pequim fechou escolas e escritórios por semanas devido a outro surto que as autoridades dizem ter sido contido na semana passada.

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A secretaria municipal de educação indicou no sábado que todos os alunos do ensino fundamental e médio poderão voltar às aulas a partir de segunda-feira, embora professores, alunos e pais devam primeiro passar por um teste de PCR.

A capital registrou apenas duas novas infecções no sábado.

Por seu lado, Shenzhen, uma grande cidade industrial do sul do país, anunciou este sábado que vai encerrar durante três dias os mercados, cinemas e ginásios de um distrito faz fronteira com Hong Kong, depois de nessa localidade detetar casos de Covid -19.

A China é uma das maiores economias do mundo que continua a aplicar a chamada estratégia "zero covid" para erradicar o vírus com base em restrições a viagens internacionais, quarentenas, testes massivos e confinamentos severos. As autoridades insistem que esta política é necessária para evitar um colapso do sistema de saúde devido à distribuição desigual de recursos médicos e as baixas taxas de vacinação dos idosos.

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