Xangai pretende acabar com lockdown em 1º de junho

Xangai (Foto: CFOTO/Future Publishing via Getty Images)
Xangai (Foto: CFOTO/Future Publishing via Getty Images)
  • Xangai pretende acabar com lockdown em 1º de junho

  • Quarentena rígida já dura mais de seis semanas

  • Chamada política “Covid zero” está prejudicando a economia da China

Autoridades de Xangai comunicaram nesta segunda-feira (16) que o rígido lockdown que durou mais de seis semanas deve terminar em 1º de junho.

Segundo a agência internacional de notícias Reuters, o vice-prefeito Zong Ming disse que a cidade chinesa reabrirá em etapas, com restrições de movimento em grande parte até 21 de maio.

A partir de hoje, Xangai começará a reabrir supermercados, lojas de conveniência e farmácias. As operadoras de voos domésticos e trens também poderão retomar gradualmente suas atividades.

Os serviços de ônibus serão retomados gradualmente a partir de 22 de maio, mas as pessoas terão que mostrar um teste de covid-19 negativo em até 48 horas para usar o transporte público.

A chamada política “Covid zero” está prejudicando a economia da China, e a previsão é de que a situação piore ainda mais.

Além disso, as restrições, cada vez mais fora de sintonia com o resto do mundo, também estão prejudicando o comércio internacional.

"Parece guerra"

No final de abril, a DJ e influenciadora Luana Pinho, de 34 anos, que mora em Xangai, conversou com o jornal O Globo e contou que estava há 32 dias sem sair de casa por conta da quarentena imposta pelo governo chinês para evitar o contágio pela covid-19.

“Xangai parece uma cidade em guerra, mas sem armas. O que estamos passando daria uma ótima série ou filme de Hollywood. Com três doses de vacina, estamos presos em casa”, relatou.

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