XBB: variante da Covid-19 cresce em SP e no RJ

A Dasa, maior rede de saúde integrada do país, informou nesta quinta-feira que identificou o crescimento da subvariante da Ômicron XBB nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Em dezembro, ela correspondia a 2% dos casos sequenciados pela rede nos dois estados, enquanto em meados de janeiro, essa taxa subiu para 35% em São Paulo e 31% no Rio de Janeiro. A identificação foi realizada por meio do acompanhamento dos testes de RT-PCR realizados nos laboratórios da rede.

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O virologista José Eduardo Levi, superintendente de pesquisa, desenvolvimento e novos produtos da Dasa, explica que o país está passando por uma troca de variantes.

— Trata-se de mais uma ramificação da variante Ômicron — dominante hoje no mundo. Ela superou as variantes anteriores, Alfa, Beta, Gama e Delta — diz Levi.

Na semana passada, a Fiocruz alertou para o aumento de linhagens XBB no país. Dentre as diferentes linhagens XBB, a XBB.1.5 — apelidada de “Kraken” — tem causado grande preocupação no mundo, especialmente nos EUA, onde está se disseminando rapidamente e aumentando o número de hospitalizações por Covid-19.

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No Brasil, dados de sequenciamento genômico detectaram apenas duas amostras da linhagem XBB.1.5, em São Paulo. A Dasa foi responsável por identificar, no início de janeiro, a primeira paciente infectada com a XBB.1.5.

De acordo com Levi, esse permanece o único caso identificado pela rede. Mas é preciso ressaltar que essa linhagem só pode ser detectada por meio de sequenciamento e esses testes ainda estão em andamento na rede.

Apesar do avanço da XBB, é importante ressaltar que a substituição de variante dominante no país está acontecendo em um cenário de baixa positividade e baixo número de novos casos de Covid-19. Entre a última semana de dezembro e a segunda semana de janeiro, houve queda de 21% no número de exames realizados pela Dasa no Brasil. Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro também apresentam redução de 11% e 21% nos exames realizados, respectivamente.

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Isso é creditado ao fato de grande parte da população já ter anticorpos contra o novo coronavírus, seja por uma infecção anterior, pela vacina ou por ambas e contraria expectativas de especialistas.

— Por ela ser a variante mais transmissível, e ser responsável por 60% dos casos nos Estados Unidos, imaginávamos que poderia acontecer um aumento considerável, mas não foi o que aconteceu. E dentro do que estamos observando pode ser que esse aumento não ocorra — avalia Levi.