Xerife da Califórnia diz não haver sinais do ator desaparecido Julian Sands

Após quase duas semanas de intensas buscas por terra e ar, as autoridades americanas não conseguiram encontrar nenhum sinal do ator Julian Sands, desaparecido enquanto fazia montanhismo na Califórnia.

"Foram realizados numerosos esforços (de buscas) por terra e ar", informou em nota na noite de terça-feira o departamento do xerife do condado de San Bernardino, encarregado dos trabalhos de busca.

"Até agora, o senhor Sands não foi encontrado e não há evidências de que tenhamos descoberto sua atual localização. As operações continuarão enquanto as condições climáticas permitirem".

Sands, que saltou para a fama como par romântico de Helena Bonham Carter no filme "Uma Janela para o Amor" (1985), desapareceu em 13 de janeiro na montanha San Antonio, com cerca de 3.000 metros de altitude, situada nos arredores de Los Angeles.

As autoridades encontraram ali na tarde de terça-feira outro montanhista desaparecido. O homem de 75 anos apresentava ferimentos devido às condições climáticas na região.

Enquanto grupos de resgate continuavam buscando o ator britânico, um de seus quatro irmãos disse na terça-feira a um jornal local que está se habituando com a ideia de que possa tê-lo perdido.

"Sinto que ele partiu", disse Nick Sands ao Craven Herald & Pioneer, jornal da cidade britânica de Skipton, onde os irmãos passaram a adolescência.

Julian Sands, de 65 anos, é um montanhista experiente, que se descreveu no passado como a pessoa mais feliz quando está "perto do cume de uma montanha em uma gloriosa e fria manhã".

"Quando estava em Los Angeles, o monte Baldy [como é conhecida popularmente a montanha San Antonio] era seu lugar favorito, ia sempre que podia", disse Nick Sands.

"Era nos morros e montanhas que Julian realmente revivia".

O ator, que foi protagonista de "Warlock" (1989) e da adaptação de "O fantasma da Ópera", em 1998, mora em Los Angeles.

Ele tem três filhos, dois deles com a esposa, a escritora Evgenia Citkowitz.

O departamento do xerife de San Bernardino informou que foram executadas 233 operações de resgate na montanha Baldy entre 2017 e 2022, com oito vítimas fatais.

"A exposição à intempérie e as quedas contribuem para a crescente taxa de mortalidade no monte Baldy, e o risco de avalanches prolonga os esforços de resgate", explicou a entidade.

"Muitos montanhistas, experientes ou novatos, subestimam o terreno acidentado, o tempo imprevisível e os ventos fortes em nossas zonas montanhosas", acrescentou, enquanto recomendou aos excursionistas que "evitem áreas perigosas como o monte Baldy neste momento".

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