Xi Jinping insta UE a "fazer esforços positivos com a China"

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Presidente Xi Jinping em telão durante sessão da Assembleia Nacional do Povo

O presidente chinês, Xi Jinping, falou por telefone com a chanceler alemã Angela Merkel, dizendo que espera que a Europa faça "esforços positivos com a China", relatou a mídia estatal chinesa, depois de críticas internacionais dirigidas a Pequim por seu tratamento à minoria uigur.

Foi a primeira vez que Xi falou com um líder europeu desde a imposição de sanções mútuas no mês passado, na sequência de alegadas violações dos direitos humanos por parte do governo chinês na região de Xinjiang, o que prejudicou as relações entre a China e a União Europeia (UE).

"As relações entre a China e a UE enfrentam uma nova conjuntura, assim como vários desafios", disse Xi, citado pela agência de notícias Xinhua, que informou que o presidente pediu que a UE realize um "julgamento correto de forma independente".

"É crucial monitorar firmemente o desenvolvimento da direção global das relações entre China e a UE [...] de uma perspectiva estratégica, respeitar mutuamente e eliminar as interferências", disse Xi a Merkel, de acordo com aXinhua.

O presidente acrescentou que a China deseja "colocar o multilateralismo em prática" com a UE e cooperar com o bloco em vários temas, como as mudanças climáticas.

"Ao fortalecer a cooperação entre a China e a Alemanha e entre a China e a UE, podem-se obter conquistas significativas. Espero que a Alemanha e a UE possam fazer esforços positivos com a China para trazer ainda mais segurança e estabilidade a este mundo em constante mudança" declarou.

A China e a UE concluíram as negociações sobre um tratado comercial em dezembro, que ainda não foi ratificado pelo Parlamento Europeu.

No entanto, o futuro do acordo é incerto, depois que a UE impôs suas primeiras sanções à China em três décadas para denunciar a situação em Xinjiang, onde, de acordo com várias ONGs, um milhão de pessoas da minoria muçulmana uigur foram detidas em campos de internamento.

A China respondeu impondo sanções a vários eurodeputados, professores e ao centro de análise alemão MERICS, o maior da Europa.

Assim, a UE, os Estados Unidos, o Canadá e o Reino Unido impuseram sanções coordenadas contra funcionários chineses supostamente implicados em violações dos direitos humanos em Xinjiang, e a China sancionou vários indivíduos e organizações desses países.

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