Antes de cúpula com China, EUA afirma que priorizará evitar invasão de Taiwan

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O presidente chinês, Xi Jinping, durante recepção em Pequim em 30 de setembro de 2021 (AFP/GREG BAKER)

Os Estados Unidos reafirmaram nesta quarta-feira (10) que apoiarão Taiwan na esperança de impedir a China de preparar uma invasão, permanecendo firmes na véspera das negociações há muito aguardadas entre os líderes Joe Biden e Xi Jinping.

O secretário de Estado americano, Antony Blinken, disse que os dois presidentes, que não se encontraram pessoalmente desde a posse de Biden em janeiro, realizarão conversas virtuais "em breve". Segundo informações da imprensa, o encontro ocorrerá na próxima semana.

As tensões aumentaram entre as duas maiores economias do mundo, especialmente em relação a Taiwan, cujo território a China reivindica como seu. No mês passado, Pequim realizou um número recorde de ataques aéreos perto da ilha.

"Vamos garantir que Taiwan tenha os meios para se defender", disse Blinken em um evento organizado pelo jornal The New York Times, mas se recusou a ir além da tradicional ambiguidade americana sobre se vai defender militarmente Taiwan de uma invasão.

A Lei de Relações com Taiwan, aprovada pelo Congresso em 1979, determina que Washington forneça armas a Taiwan para sua autodefesa.

O titular da diplomacia americana acrescentou que fornecer a Taiwan "meios para se defender" equivale a "melhor dissuasão contra qualquer ação muito, muito infeliz que a China possa contemplar". Blinken e o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, permaneceram firmes sobre a questão em conversas recentes em Roma, à margem da cúpula do G20.

Biden esperava se reunir com Xi na cúpula, mas o líder chinês não viajou desde o início da pandemia da covid-19 e, em vez disso, concordou em manter conversas virtuais antes do final do ano.

A China disse na quarta-feira que chegou a um entendimento com os Estados Unidos na cúpula de Glasgow sobre mudança climática, uma área-chave na qual o governo Biden vê potencial para cooperação.

Xi também expressou um tom conciliatório em uma carta lida pelo embaixador da China nos Estados Unidos, Qin Gang, durante um jantar de gala na noite de terça-feira em Nova York.

"De acordo com os princípios de respeito mútuo, coexistência pacífica e cooperação, a China está disposta a trabalhar com os Estados Unidos para fortalecer o intercâmbio e a cooperação em todas as questões", escreveu Xi, de acordo com um comunicado da embaixada.

Biden tem mantido, em grande parte, o mesmo enfoque duro sobre a China de seu antecessor, Donald Trump, com quem ele concorda que a ascensão do gigante asiático é o principal desafio do século 21.

No entanto, o presidente americano, que como vice-presidente de Barack Obama se reuniu várias vezes com Xi, também indicou que assumirá um tom mais diplomático e coordenará sua política para Pequim com os aliados de Washington.

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