XP anuncia crescimento de mais de 100% no lucro do terceiro trimestre

O Globo
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SÃO PAULO —A XP Inc., que tem ações negociadas na Bolsa de empresas de tecnologia Nasdaq, nos Estados Unidos, divulgou lucro líquido ajustado de R$ 570 milhões, crescimento de 188,3% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o lucro bateu em R$ 261 milhões e a empresa ainda não tinha aberto seu capital. Em relação ao segundo trimestre desde ano, quando a empresa lucrou R$ 565 milhões, houve crescimento de 0,8%.

"Apesar de todo os desafios impostos pela pandemia de Covid-19 em 2020, geramos receita recorde de R$ 2,2 bilhões, no terceiro trimestre, representando um crescimento de 55% na comparação anucla e bem acima de nossa meta de longo prazo, que é de 35%", diz comunicado da empresa.

Nos últimos 12 meses, a receita da empresa está em R$ 8 bilhõs, crescimento de 148% em relação aos R$ 3,2 bilhões de 2018. Segundo a XP, apesar do crescimento, a empresa conquistou uma 'modesta' participação na indústria

de investimentos no Brasil, onde os bancos ainda detêm 90% do mercado. Segundo a empresa, a XP chegou a 2,6 milhões de clientes ativos no terceiro trimestre, alta de 72% na comparação anual. A alta se deu liderada principalmente pelas marcas Rico e Clear.

Na semana passada, o Itaú informou que está estudando 'segregar' de sua holding sua participação de 41,05% no capital total da XP Investimentos, criando um novo negócio. Além disso, o maior banco privado do país também informou que existe a possibilidade de venda do restante das ações de emissão da XP detidas pelo Itaú Unibanco, correspondentes a 5% do capital social da empresa, com o objetivo de 'monetizar' parte de seu investimento na companhia.

— O objetivo original era adquirir o controle da XP, mas o Banco Central vetou essa possibilidade. Então, decidimos transferir esse ativo aos acionistas através da criação de uma nova empresa, que será listada na B3. Com isso, damos a opção para o acionista fazer o que quiser com esses papéis — disse Bracher durante apresentação dos resultados do banco no terceiro trimestre deste ano.

O presidente do Itaú disse que a segregação das ações da XP em um novo negócio não tem a ver com os desentendimentos dos sócios por causa da remuneração dos agentes autônomos, critica feita pelo Itaú. O Itaú também poderá vender 5% restantes das ações, explicou Bracher, como forma de monetizar o investimento.