XP diz que desemprego pode chegar a 40 milhões sem 'Plano Marshall'

Foto: FOLHAPRESS

Sem um “Plano Marshall de verdade”, Brasil pode acabar com 40 milhões de desempregados após crise do coronavírus. A previsão é do empresário Guilherme Benchimol, fundador da XP Investimentos, que expressou preocupação com a resposta do governo à crise durante uma transmissão ao vivo pela internet no último domingo (22).

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O “Plano Marshall” se refere a uma estratégia montada pelos EUA para a reconstrução de países europeus devastados pela Segunda Guerra Mundial. A iniciativa recebeu o nome do Secretário de Estado dos Estados Unidos do então presidente Harry Truman, George Marshall.

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“Precisamos de um plano Marshall, uma bomba atômica, para que o Brasil não entre em caos social”, afirmou Benchimol. “Eu vi hoje uma entrevista do presidente regional do Fed de Saint Louis, James Bullard, dizendo que a taxa de desemprego irá subir de 3% para mais de 30% nos EUA. (...) No Brasil, onde há mais de 10 milhões de desempregados, acredito que o impacto será muito maior.”

A transmissão foi promovida pela XP Investimentos, com a participação do presidente da CSN, Benjamin Steinbruch; do presidente da Eletrobrás, Wilson Ferreira Júnior; do presidente da Stone, André Street; do fundador da MRV, Rubens Menin; e do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães.

Os empresários destacaram que existem iniciativas individuais, das empresas privadas, do governo federal e de governos estaduais, mas é preciso ação coordenada. Apesar de adeptos do livre mercado, o grupo reconhece que a situação requer ações assistencialistas do governo.

“Saúde é prioridade, mas estou assustado porque o problema econômico pode ser tão grande quanto”, afirmou Menin, da MRV. “As empresas precisam se organizar minimamente para manter a cadeia produtiva acesa. Vai ser necessário também um trabalho assistencial grande ou o salão de beleza e o pequeno comerciante serão dizimados.”

“Já começamos a ver comportamentos de desespero porque o capital de giro dura em média 27 dias. Sou defensor de livre mercado, mas em questão de calamidade, será preciso fazer um congelamento vivo desses pequenos negócios para que possam sobreviver”, acrescentou o presidente da Stone.

Com informações de O Globo

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