XP lança seu banco de atacado e projeta liderar segmento em três anos

Pouco mais de um ano e meio após José Berenguer trocar o comando do americano JP Morgan no Brasil para se unir à XP, está criado o XP Banco de Atacado. Agora, a nova placa, que teve seu chassis montado a partir do negócio que renovou o mercado de investimentos na última década, se vê preparada para assumir a liderança nesse segmento.

– Não estamos lançando o negócio, estamos lançando a marca, mas para a gente é um marco importante. Queremos ser o principal banco da nossa base de clientes nos próximos três anos – afirmou Berenguer, presidente do Banco XP, em entrevista virtual para o lançamento.

Sob a marca estão agora seis frentes de negócios: XP Corporate, XP Private, XP Investment Banking, Relações Institucionais, XP International e Research. O segmento middle, que atende empresas de porte médio para grande e estava no XP Empresas, passa a integrar o Corporate.

– A gente já tinha essas áreas funcionando, o banco de investimento começou em 2014. Chega a hora do processo de maturação em que a gente pode se apresentar de forma integrada para os nossos clientes – explicou Berenguer.

À frente do XP Investment Banking, Pedro Mesquita lembra que, em renda fixa, segmento em que sua operação está mais madura, a XP aparece no topo dos rankings há algum tempo. No mercado de ações, conseguiu entrar no círculo das instituições que lideram operações e ainda enfrenta a concorrência, sobretudo do Itaú BBA e do BTG Pactual. Em fusões e aquisições, debutou entre o final do ano passado e o início deste, mas vê potencial de crescimento

Um dos nichos em que pretende despontar com novas operações é o futebol, dentro do caminho aberto com a criação das Sociedades Anônimas de Futebol (SAF). A XP vê um mercado aquecido, nesse campo.

– Já concluímos Cruzeiro e Botafogo, estamos em estágio avançado com o Coritiba e temos três negócios contratados – afirmou Mesquita, sem revelar os clubes com quem já assinou. – A gente pretende desenvolver esse mercado aqui no Brasil –, emendou ele, que, após algumas disputas na Justiça em torno desses contratos sendo vencidas em segunda instância, vê ambiente jurídico mais consolidado para as SAFs deslancharem.

Na área Corporate, com 240 pessoas trabalhando no atendimento a grandes empresas e também o “middle”, o chefe do Canal de Atacado da XP, Gustavo Balassiano, acredita que a maior integração das verticais sob a nova marca ajudará a catapultar os negócios. Ao fim do primeiro trimestre, a área reunia uma carteira de R$ 1,5 bilhão, saldo que o executivo quer multiplicar por dez, a curto prazo.

Mas nem todos os produtos e ferramentas ainda estão à disposição na prateleira do Banco XP. Segundo Berenguer, até agosto estará pronto o aplicativo para pessoa física. Até agosto deve estar pronto o aplicativo para pessoa jurídica, mas nem todas as funcionalidades para as empresas estarão disponíveis.

– A gente vem construindo isso nos últimos anos, o que a gente não tem ainda é uma operação de conta corrente que seja compatível com a nossa ambição. Até o meio do ano que vem, essa parte mais transacional, de gestão de caixa vai estar completa. E aí vai poder dizer para cliente que vai ter 100% das necessidades dos clientes – afirmou Berenguer.

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