Xuxa faz apelo em vídeo para 'cancelar' a Covid-19

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 16.12.2019: Cantora Xuxa Meneghel durante a 17ª edição do Natal do Bem, no Palácio Tangará. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 16.12.2019: Cantora Xuxa Meneghel durante a 17ª edição do Natal do Bem, no Palácio Tangará. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Preocupada com o aumento das mortes com a segunda onda da Covid-19, a apresentadora Xuxa Meneghel compartilhou um vídeo no Instagram pedindo o "cancelamento do vírus", nesta quinta-feira (25). O Brasil registrou mais de 3.000 mortos pela doença na terça (23).

A apresentadora inicia o vídeo se apresentando e dizendo que foi na praia, encontrou algumas amigas e foram para uma balada. Na volta para casa, ela diz que abraçou e beijou a mãe, que pegou Covid.

"Eu matei a minha mãe, essa história é baseada em fatos. Os nomes são fictícios, mas isso acontece todo dia e toda hora. A gente não é só número. Somos nomes. Não é mimi, fique em casa, use máscara, álcool em geral", diz a apresentadora.

Ao lado da publicação no Instagram, Xuxa escreveu que o país vive o pior momento da pandemia de coronavírus e pediu para os seguidores verem o vídeo até o final. "Os hospitais estão lotados. Não há mais médicos. Não há mais como abrir leitos. Dinheiro não é mais solução", escreveu.

A apresentadora fala que a única saída para reduzir os casos é a conscientização da população, ficar em casa, usar sempre máscara e seguir as normas de segurança sanitária. Segundo ela, é "um esforço agora para gente sair dessa enquanto a vacina não chega".

"Nossa única saída para contornar o colapso corrente é convencer, educar, conscientizar a população a encarar esse momento com seriedade. Lutar contra a banalização, o negacionismo e o descaso".

A escalada desenfreada de mortes no Brasil em decorrência do novo coronavírus atingiu na terça (23) um patamar até recentemente inimaginável: em apenas 24 horas, 3.158 mortes por Covid-19 foram registradas no país, que vive o pior momento de sua crise sanitária desde que o Sars-CoV-2 foi detectado pela primeira vez, em fevereiro de 2020.

O país também registrou 84.996 casos, o quarto maior valor observado. Assim, o Brasil chega a 298.843 óbitos e a 12.136.615 infecções pelo coronavírus desde o início da pandemia.

O recorde anterior de mortes em 24 horas era de 2.798 vítimas e ocorreu no último dia 16.

Os dados dos últimos dias e os sucessivos recordes mostram, também, que a tendência é de aceleração, sem sinais de inflexão no horizonte enquanto a campanha de vacinação avança lentamente, com menos de 2,7% da população adulta imunizada com as duas doses necessárias.