Xuxa pede desculpas por fala sobre presidiários em live: 'Também julguei, também maltratei'

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Horas depois da declaração que deu sobre fazer experimentos com presidiários, feita numa live na noite de sexta-feira, Xuxa Meneghel veio a público pedir desculpas. Na conversa, transmitida pelo Instagram da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), a apresentadora disse ser a favor de que testes de remédios e vacinas sejam feitos em pessoas condenadas, que cumprem pena, e não em animais como experimento.

"Estou aqui pedindo desculpas para todos vocês. Não usei as palavras certas, pensei em muitas coisas, quis falar sobre muitos assuntos... Não fugi do assunto que era dos animais, assunto dos maus-tratos, pessoas que fazem muitas coisas maltratando vidas. Mas também fiz a mesma coisa, também julguei, também maltratei, usei palavras que não deveriam ser usadas. Me veio primeiro pela cabeça, um pessoa que estupra uma criança, que fica anos na cadeia, poderia pensar ajudar outras pessoas de alguma maneira. Me expressei mal. Estou pedindo desculpas, sei que a gente tem algumas falhas no Brasil e uma delas é essa. Quem sou eu para dizer que essas pessoas devem ficar ali ou morrer ali. Se eu faço isso, estou sendo ruim como as outras pessoas que também maltratam outras vidas. Eu errei, me julgaram certo", disse ela, na madrugada de seu aniversário de 58 anos, em seu perfil no Instagram.

Durante a entrevista, Xuxa conversou sobre a defesa dos animais e também projetos de leis voltados para o cuidado dos bichos. Ela ainda citou testes de produtos que são realizados em pessoas que se sujeitam a alguma eventual consequência, mas que estão cientes do que ocorrem. Diferentemente dos animais. Na declaração no entanto, que foi alvo de críticas, a apresentadora disse que os presidiários "pelo menos serviriam para alguma coisa antes de morrer".

"Acho que pelo menos serviriam para alguma coisa antes de morrer, para ajudar a salvar vidas com remédios e com tudo. Aí vem o pessoal dos Direitos Humanos e dizer que não podem ser usados. Mas se são pessoas que está provado que irão passar sessenta, cinquenta anos na cadeia e que irão morrer lá, acho que poderiam usar ao menos um pouco da vidas delas para ajudar outras pessoas. Provando remédios, vacinas, provando tudo nessas pessoas".