Yellen alerta europeus que proibição de energia russa pode prejudicar suas economias

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A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, fala a repórteres em Washington em 21 de abril de 2022. (AFP/SAUL LOEB) (SAUL LOEB)

A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, argumentou nesta quinta-feira (21) que uma proibição europeia às importações de petróleo e gás russos poderia ter consequências econômicas não intencionais.

Para Yellen, tal proibição poderia causar mais mal do que bem: "A Europa claramente precisa reduzir sua dependência da Rússia em relação à energia. Mas precisamos ter cuidado quando pensamos em uma proibição europeia completa de, digamos, importações de petróleo", disse aos repórteres.

As declarações vieram após uma reunião com o primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmyhal, e o ministro das Finanças, Sergiy Marchenko, em Washington.

Uma proibição de importação de matérias primas energéticas russas na União Europeia elevaria os preços mundiais do petróleo e "contra-intuitivamente, poderia ter muito pouco impacto negativo na Rússia, porque mesmo que a Rússia exporte menos, o preço que obtém por suas exportações subiria."

Os principais países europeus, incluindo a Alemanha, enfrentaram pedidos para interromper a compra de energia da Rússia e, assim, privá-la de receita em retaliação à invasão da Ucrânia, que fez com que mais de cinco milhões de pessoas fugissem do território vizinho.

Sobre uma eventual decisão de proibir a importação, Yellen disse que "se pudéssemos encontrar uma maneira de fazer isso sem prejudicar o mundo inteiro com preços de energia mais altos, seria o ideal".

Os Estados Unidos já proibiram as compras de petróleo russo, como parte de uma série de sanções econômicas anunciadas contra Moscou, muitas das quais foram seguidas por algumas nações da Europa e seus aliados em outros lugares.

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