Yellen enfrenta inquirição no Congresso dos EUA sobre previsão "errada" de inflação

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Janet Yellen, secretária do Tesouro dos EUA, em audiência na Câmara dos deputados dos EUA no Capitólio, em Washington
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Por Andrea Shalal e Trevor Hunnicutt e David Lawder

WASHINGTON (Reuters) - A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, enfrentará no Congresso nesta semana uma série de perguntas difíceis sobre como o governo de Joe Biden tem lidado com a economia dos EUA, depois de admitir que estava "errada" sobre a trajetória de inflação.

Yellen testemunhará diante do Comitê de Finanças do Senado na terça-feira e ao Comitê de Meios e Recursos da Câmara dos Deputados, na quarta-feira. Isso coloca à prova uma das conselheiras mais experientes, mas talvez das menos políticas, de Biden, enquanto parlamentares republicanos martelam o presidente norte-americano com perguntas sobre a alta dos preços --a mais forte em 40 anos.

Os republicanos do Congresso planejam interrogar Yellen sobre sua previsão equivocada e o papel que o plano de resgate de 1,9 trilhão de dólares apoiado por Biden teve na elevação dos preços, disseram assessores à Reuters.

Eles também gostariam de ouvi-la abandonar o plano fundamental do presidente de aumentar impostos sobre as empresas dos EUA e buscar mais financiamento federal, o que alimentaria ainda mais a inflação, disse o deputado Kevin Brady, principal republicano do Comitê de Meios e Recursos.

Embora Yellen não tenha planos e não esteja sob pressão para se aposentar, discussões sobre quem pode substituí-la se espalharam pelo governo nos últimos meses, com a secretária de Comércio Gina Raimondo e o ex-coordenador de Covid-19 da Casa Branca Jeff Zients no topo da lista de possíveis sucessores.

No Capitólio, Yellen planeja repetir o mantra da Casa Branca de que a inflação é "a maior prioridade do governo", disse uma autoridade do Tesouro dos EUA, e que "a força incomparável da recuperação dos Estados Unidos permite que nosso país enfrente desafios globais como a inflação e o ataque da Rússia à Ucrânia a partir de uma posição de força".

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