Yellowjackets é suspense clássico, sem rodeios e com mistério envolvente

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Yellowjackets. Foto: divulgação
Yellowjackets. Foto: divulgação

Ao olhar o nome, as primeiras referências visuais e até a sinopse, Yellowjackets parece só uma série que se inspirou em "O Senhor das Moscas" e modernizou o conto sobre relações humanas em situações extremas. Não dá pra negar que muito dela é sobre isso, mas a série vai além dessa primeira camada e se molda por dez episódios em uma das melhores surpresas deste início de 2022.

O seriado disponível no Brasil pelo Paramount+ é uma produção do Showtime, que aposta num elenco liderado por Juliette Lewis e Christina Richie, mas que tem no desconhecido elenco adolescente o motor do suspense principal. Seria errado dizer que há um desempenho melhor dos jovens do que as mais experientes, mas existe uma divisão bem clara de roteiro para que ambos os segmentos sejam tão interessantes quanto. Mas antes de explicar isso, vamos à história: um time de futebol feminino sofre um acidente aéreo e tem que sobreviver na selva.

A trama se divide entre as adolescentes na floresta e a versão mais adulta delas 25 anos depois da queda do avião. O intervalo de tempo dá espaço para uma série de questões das protagonistas mais velhas serem trabalhadas para além das perguntas sobre o tempo que passaram na selva; e é justamente aí que o roteiro faz a divisão entre os núcleos para torná-los interessantes de forma separada, mas que se complementam pelo bem do mistério final.

Enquanto o acidente pauta a transformação de um time em uma tribo perdida pelo desespero de viver isolada e sem futuro de resgate, o vazio existencial dos adultos é uma narrativa que, por vezes, parece mais impactante que os macabros acontecimentos na floresta.

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Ao conseguir manter esse equilíbrio, o roteiro não deixa de soltar pistas em todos os episódios e devolver as respostas na mesma medida para que o espectador fique grudado na história até o fim. Não existe revolução iminente em Yellowjackets, mas ao sair do básico em um suspense e trazer uma direção e narrativas seguras, eis uma série que já inicia o segmento do streaming em 2022 de uma maneira louvável.

*Thiago Romariz é jornalista, professor, criador de conteúdo e atualmente head de conteúdo e PR do EBANX. Omelete, The Enemy, CCXP, RP1 Comunicação, Capitare, RedeTV, ESPN Brasil e Correio Braziliense são algumas das empresas no currículo. Em 2019, foi eleito pelo LinkedIn como um dos profissionais de destaque no Brasil no prêmio Top Voice

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