Yelp, Lyft, Patagonia e outras empresas americana se opõe a lei do Texas sobre aborto

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Ativistas que apoiam o direito das mulheres de decidirem pelo aborto protestaram em março de 2020 perante a Suprema Corte dos Estados Unidos (AFP/SAUL LOEB)

Mais de 50 empresas dos Estados Unidos, incluindo o serviço de classificação online Yelp, a fabricante de roupa Patagonia e o aplicativo de transporte Lyft, assinaram um comunicado em rejeição à nova lei do Texas que proíbe o aborto após seis semanas de gestação.

“Restringir o acesso à saúde reprodutiva abrangente, incluindo o aborto, ameaça a saúde, a independência e a estabilidade econômica de nossos trabalhadores e clientes”, diz o comunicado divulgado pelos grupos Planned Parenthood Federation of America (Federação Americana de Paternidade Planejada) e American Union of Civil Liberties (União de Liberdades Civis dos EUA), entre outros.

“Em termos simples, as leis que restringem a assistência à saúde reprodutiva vão contra nossos valores e são ruins para os negócios”, detalha o documento.

Outras empresas que assinaram a declaração são a sorveteria Ben & Jerry's, a empresa de cuidados dermatológicos The Body Shop e o aplicativo de namoro Bumble. Juntas, as signatárias têm mais de 322.000 funcionários.

A nova lei texana, que entrou em vigor em 1º de setembro, proíbe o aborto assim que um batimento cardíaco pode ser detectado, o que geralmente ocorre em seis semanas, antes que muitas mulheres saibam que estão grávidas. Não há exceção para casos de estupro ou incesto.

A lei aprovada por legisladores republicanos no Texas, o segundo maior estado do país, permite que indivíduos processem médicos que realizam abortos após seis semanas ou quem auxilie no procedimento.

Alguns grandes empregadores do Texas, como Microsoft ou Starbucks, se recusaram a assinar a declaração, de acordo com um porta-voz dos organizadores. A Apple não respondeu ao pedido.

Outras grandes empresas, como Facebook, Amazon ou Google, que tomaram posições no passado sobre questões de imigração, também não estão presentes no comunicado.

Apple, Facebook, Google, Amazon e Starbucks não responderam imediatamente aos pedidos da AFP para comentar o caso. Um porta-voz da Microsoft disse que a empresa não tem comentários a oferecer no momento.

Mas o porta-voz dos organizadores destacou que “só porque as empresas não falam publicamente não significa que não avaliem o impacto na força de trabalho e procurem apoiar seus funcionários diante do dramático impacto da lei”.

“A assinatura do comunicado é uma ferramenta, mas não o objetivo final”, acrescentou.

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