YouTube deleta vídeo do canal de Bolsonaro em que presidente defendia tratamento precoce contra Covid-19

Redação Notícias
Eduardo Pazuello e Jair Bolsonaro na live de 14 de janeiro de 2020 (Reprodução)
Eduardo Pazuello e Jair Bolsonaro na live de 14 de janeiro de 2020 (Reprodução)
  • YouTube deletou vídeo de uma live presidencial do canal de Jair Bolsonaro

  • Nele, o presidente defendia o uso de tratamento precoce contra Covid-19 e questionava utilização de máscaras e o isolamento social

  • Plataforma não informou os motivos que levaram a essa exclusão, mas destacou que a filmagem quebrava suas regras

O YouTube deletou no início dessa semana um vídeo do canal do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por infração às regras da plataforma. Nele, o chefe do Executivo pregava a favor do tratamento precoce para a Covid-19.

A peça em questão foi a live presidencial do dia 14 de janeiro deste ano. Nela, Bolsonaro defendeu por diversas vezes o uso de medicamentos como hidroxicloroquina, ivermectina, azitromicina, entre outros, no combate ao coronavírus, além de questionar a utilização de máscaras e as medidas de isolamento.

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O YouTube não especificou os motivos que levaram à exclusão do vídeo, mas a Agência Lupa mostrou, na época, que diversas das informações divulgadas pelo presidente eram falsas.

O próprio Bolsonaro já havia deletado vídeos de seu canal na plataforma há dois anos, nos quais Olavo de Carvalho aparecia atacando os militares. Esta, porém, é a primeira vez que o site tira do ar uma filmagem publicada pelo presidente.

Bolsonaro tem defendido o uso de medicamentos como a cloroquina desde o início da pandemia (Andressa Anholete/Getty Images)
Bolsonaro tem defendido o uso de medicamentos como a cloroquina desde o início da pandemia (Andressa Anholete/Getty Images)

Ao longo da crise da Covid-19 no Brasil, Bolsonaro mudou de opinião, por exemplo, sobre a vacinação. No entanto, manteve-se inflexível em relação aos ataques ao lockdown e à defesa do tratamento precoce, mesmo sem a recomendação dos órgãos especializados.

Anvisa liberou uso emergencial de "coquetel"

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta terça-feira o uso emergencial de dois medicamentos feitos com anticorpos para uso contra a Covid-19 em caso de pessoas que estejam com sintomas leves ou moderados, mas que tenham risco de progredir para formas graves da doença.

Os dois medicamentos, casirivimabe e imdevimabe, do laboratório Roche, não serão vendidos em farmácia e só poderão ser aplicados em hospital, em pacientes acima de 10 anos e 40 quilos de peso.

De acordo com a Anvisa, os medicamentos são feitos a base de anticorpos monoclonais. Ou seja, proteínas feitas em laboratórios e que imitam a capacidade do sistema imunológico de combater elementos nocivos à saúde — nesse caso, contra a proteína central do coronavírus causador da Covid-19.