'Young royals' flerta com 'The crown' e 'Elite' para contar história de jovem LGBTQIAP+ herdeiro do trono sueco

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Em que mundo de ficção seria possível unir a austeridade da nobreza de “The crown” com as picardias estudantis de “Elite”? A resposta, sem dúvida, passa por “Young royals”, nova série da Netflix, cujo seis episódios da primeira temporada estão disponíveis na plataforma desde quinta-feira.

A produção sueca apresenta, em tiro curto, uma trama aparentemente simples. O Príncipe Wilhelm (Edvin Ryding) entra no prestigioso colégio interno Hillerska e finalmente tem a chance de explorar sua verdadeira personalidade e descobrir o tipo de vida que quer levar. Lá, ele começa a sonhar com um futuro de liberdade e amor incondicional, longe das obrigações da realeza. No entanto, acaba se tornando o próximo sucessor para o trono e esse dilema ganha cada vez mais peso.

Enquanto flerta com os desafios enfrentados pela Rainha Elizabeth II na vida real, e muito bem estampados na premiada “The crown”, o roteiro de “Young royals” aposta na rotina de Wilhelm no internato para levar à tela uma rebeldia que dá todo o charme ao protagonista.

É no colégio que o príncipe se apaixona por Simon (Omar Rudberg), dando início a uma relação que não somente interfere no seu cotidiano de estudos como também abala as estruturas da família real. O entrelaçamento dos dilemas adolescentes mais banais com a temática LGBTQIAP+ rende os momentos mais emocionantes e afetuosos da série.

Badalada em seu país de origem, “Young royals” tem potencial para se tornar uma queridinha dos jovens no Brasil, engrossando a fila de outras produções da Suécia lançadas com sucesso pela Netflix, como “Califado”, “Amor e anarquia” e “Areia movediça”.

O jovem elenco é liderado por Edvin Ryding, de apenas 18 anos, que dá vida ao carismático Príncipe Wilhelm. Apesar da pouca idade, já esteve em diversas séries nórdicas como “Mannen under Trappan”, “Fröken Frimans Krig” e “Gåsmamman”. Mas, por aqui, seu rosto até então era desconhecido.

É o mesmo caso de Omar Rudberg, que interpreta Simon, o grande amor do príncipe. Ele nasceu na Venezuela e se mudou para a Suécia aos 6 anos. O ator começou sua carreira na indústria do entretenimento como músico, integrante da boyband FO&O entre 2015 e 2017.

Em sua carreira solo, lançou, junto com o rapper Elias Hurtig, o single “Que pasa”, que se tornou um hit em solo sueco. “Young royals” é o primeiro trabalho de Rudberg na TV.

Entre os veteranos do elenco, todos os olhos se voltam para Pernilla August, experiente atriz sueca de 63 anos que encarna a Rainha Kristina, mãe de Wilhelm. Em seu currículo, Pernilla tem diversas colaborações com o diretor Ingmar Bergman (1918-2007), como em “Fanny e Alexander” (1982).

No Festival de Cannes, em 1992, ela recebeu o prêmio de melhor atriz por “As melhores intenções”, longa dirigido por Bille August – com quem foi casada entre 1991 e 1997, e com roteiro de Bergman.

Já em Hollywood, Pernilla August ficou marcada como Shmi Skywalker, a mãe de Anakin Skywalker, nos filmes “Star Wars: Ameaça Fantasma” (1999) e “Star Wars: Ataque dos Clones” (2002).

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