Youtuber foi presa em Cuba quando dava entrevista ao vivo a TV espanhola

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MADRI - A polícia de Cuba interrompeu, na terça-feira, uma entrevista ao vivo da youtuber Dina Stars para um programa de televisão espanhol e a prendeu.

— Considero o governo responsável por qualquer coisa que possa me ocorrer — disse a jovem cubana segundos antes de ser levada.

A influenciadora digital, com milhares de seguidores nas redes sociais, se mostrou uma dura opositora do governo de Miguel Díaz-Canel e, nos últimos dias, deu várias entrevistas para contar o que ocorria na ilha, que teve no domingo os maiores protestos contra o governo e a crise socioeconômica desde 1994. Em suas redes sociais , Stars havia convocado as pessoas a participarem de uma nova manifestação, no Capitólio de Havana.

A jovem mal tinha começado a entrevista com o canal Quatro, da Espanha, quando começou a dar sinais de que algo estava ocorrendo.

— Dina, quer dizer alguma coisa? — perguntou a apresentadora do programa “Tudo é mentira”, Marta Flinch.

— A força de segurança do Estado está ali fora — respondeu Stars.

A jovem, que falava de sua casa, em Havana, teve que interromper a conversa. Alguém pegou o computador e o levou para outro cômodo. A influenciadora afirmou então à Flinch que não poderia falar naquele momento, e a apresentadora pediu que a jovem gravasse o encontro com a polícia. A conversa é inaudível, mas é possível ver a youtuber na porta de casa falando com alguém do outro lado. Ela voltou à transmissão ao vivo dizendo que terei que ir com os agentes e que responsabilizava o governo da ilha se algo ocorrer.

— Vão te prender? — perguntou a apresentadora.

— Não sei, me disseram para os acompanhar — respondeu a jovem antes de se despedir e desligar o computador.

Stars disse em entrevistas anteriores que estava cansada de ficar quieta, mas que tinha medo do que podiam fazer com ela e com sua família. Cerca de 150 pessoas que participaram da convocação dos atos de domingo foram presas nos últimos dias, segundo estimativa da organização internacional Human Rights Watch, entre ativistas, artistas e jornalistas independentes.

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