Zahavi: entenda o que o atacante pode acrescentar ao Botafogo e qual é o empecilho para o acerto

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Na expectativa de um nome de peso europeu que chegue pronto para jogar e assumir o protagonismo no Botafogo, os alvinegros aguardam ansiosamente o acerto de Eran Zahavi com o clube. No entanto, a negociação pelo atacante, comandada diretamente por John Textor, não é fácil. Mesmo assim, o clube seguirá negociando com o israelense e confia num final feliz.

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Embora o israelense tenha acenado positivamente para a proposta feita pelo clube e tenha demonstrado que gostou do projeto alvinegro, a questão familiar ainda pesa para um final feliz. Além de terem de se adaptar a um país totalmente diferente, Zahavi e sua esposa Shay também temem pela segurança no Rio de Janeiro.

Recentemente, Zahavi e seus familiares passaram por uma situação traumatizante. Em maio de 2021, quando o jogador ia para jogo do PSV, a casa da família em Buitenveldert — embora distante do centro de Amsterdam, o bairro tem a presença de forte comunidade judaica, com sinagogas, além de alta qualidade de vida — foi assaltada. Shay e os três filhos do casal, que estavam em casa, foram amarrados, tiveram as bocas tampadas e armas apontadas para suas cabeças. O crime tomou conta do noticiário holandês. Meses depois, em dezembro, a casa foi assaltada novamente. Por sorte, o atacante e sua família curtiam férias de inverno da Europa e não estavam na Holanda.

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Profissionalismo

Há duas temporadas no PSV, onde fez 79 jogos e marcou 37 gols, Zahavi chegaria ao Botafogo com boas credências. Mesmo não sendo conhecido do público brasileiro, avinda do atacante criou grande expectativa do torcedor botafoguense depois dos vários elogios de John Textor e, claro, dos números na carreira. Na Holanda, ficou marcado como um jogador "super profissional" e que prioriza bastante o trabalho físico, com o cuidado com o corpo.

— É um jogador obcecado por fazer as coisas certas. Ele mostrou isso no PSV. No intervalo de inverno, trouxe um personal para continuar treinando, ficar mais forte e perder peso. Também trouxe um cozinheiro para cozinhar para ele — falou Joost de Jong, correspondente no Brasil do diário "Algemeen Dagblad".

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Embora a passagem na Holanda não tenha sido a mais artilheira da carreira de Zahavi, o atacante mostrou tributos técnicos e físicos que podem ser muito úteis no estilo de jogo da equipe comandada por Luís Castro.

— Ele é muito bom finalizador. Chuta com as duas pernas. Poderia ser mais habilidoso, mas trabalha muito em prol do time. Gosta de pressionar a saída de bola no campo de ataque — disse Rik Elfrink, jornalista do AD Sportwereld.

No fim da temporada na Holanda, o atacante passou por uma "pequena cirurgia", como definiu, mas não divulgou o motivo. Mesmo assim, o problema médico não deve ser problema para um bom desempenho, segundo Elfrink.

— Está em forma. Vive para o trabalho e para o futebol. É um verdadeiro exemplo para um grupo. Sempre o primeiro a ir a campo. Tem uma mentalidade muito boa, é realmente focado no seu trabalho e na obrigação de fazer gols.

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