Zambelli irritou campanha de Bolsonaro ao levar hacker até o Planalto

Zambelli, aliada do governo de Bolsonaro, procurou hacker da Vaza Jato para saber opinião dele sobre a segurança das urnas eletrônicas. (Foto: Marcelo Camargo/Agencia Brasil via AP)
Zambelli, aliada do governo de Bolsonaro, procurou hacker da Vaza Jato para saber opinião dele sobre a segurança das urnas eletrônicas. (Foto: Marcelo Camargo/Agencia Brasil via AP)

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) causou irritação entre integrantes da campanha à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao procurar o hacker responsável pelo vazamentos de conversas da operação Lava Jato.

Segundo informações do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, a avaliação é de que a empreitada da parlamentar acabou por ofuscar um “bom momento” vivido pelo mandatário nesta semana.

Na segunda-feira (8), Bolsonaro deu entrevista ao podcast Flow e foi assistido simultaneamente por mais de 500 mil pessoas.

O governante superou a audiência alcançada pelo ex-presidente Lula (PT), no ano passado, ao participar do PodPah. Ainda nesta semana, o chefe do Executivo também apresentou melhora nas pesquisas de intenção de voto.

“Novamente, quando estamos num ótimo momento, perdemos o foco e a janela de oportunidade”, afirmou ao colunista um membro da campanha que não quis ser identificado. “Inacreditável o que a Zambelli fez, depois de uma semana excelente”, emendou um auxiliar presidencial do Planalto.

Veja como foram as últimas pesquisas eleitorais de 2022:

De acordo com as informações, o próprio Bolsonaro reclamou da situação diretamente com a deputada e teria sido “muito duro” com Zambelli por ela tê-lo envolvido na história.

O caso foi divulgado nesta quarta-feira (10). Segundo o advogado do Walter Degatti, a campanha do presidente Jair Bolsonaro procurou Delgatti para saber a opinião dele sobre a segurança das urnas eletrônicas.

O encontro ocorreu na terça-feira (9), e contou com a participação de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL.

Delgatti foi o responsável por acessar contas do aplicativo de mensagens Telegram usadas por procuradores e juízes da força-tarefa Lava Jato. Ele chegou a ser preso em 2019, mas está em liberdade.