Zambelli minimiza prisão de ex-ministro e lembra que juiz já obrigou Bolsonaro a usar máscara

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***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 29.06.2021 - Retrato da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 29.06.2021 - Retrato da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Aliada de Jair Bolsonaro (PL), a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) minimizou a prisão do ex-ministro Milton Ribeiro nesta quarta-feira (22), e lembrou que a ordem de prisão foi expedida por um juiz que já multou o presidente no passado.

"Temos que ficar de olho, por exemplo, se outros juízes vão manter essa decisão. Se o ex-ministro tiver culpa, que pague. E, se for inocente, que consiga provar sua inocência", disse a deputada. "Foi uma prisão, não há nada provado, ainda não temos provas", completou.

Ela lembrou que o juiz Renato Borelli, da 15ª Vara Federal em Brasília, determinou, em junho de 2020, que Bolsonaro usasse máscara de proteção em espaços públicos e fixou uma multa diária de R$ 2.000.

A decisão foi um desdobramento de uma ação popular impetrada pelo advogado Victor Mendonça Neiva e acabou derrubada dias depois pela desembargadora Daniele Maranhão Costa, do TRF-1.

Como mostrou a Folha, a prisão atinge um dos pilares do discurso eleitoral de Bolsonaro, o de que não há corrupção em seu governo. Seguindo a estratégia já adotada pelo presidente, Zambelli afirmou que o episódio demonstra que o governo combate a corrupção e não interfere na Polícia Federal.

"A gente não está protegendo ninguém. Se fosse a Dilma [Rousseff, do PT], estaria mandando 'Bessias' para dar foro privilegiado. O fato de dizer que não tem corrupção [no governo] é porque a CGU [Controladoria-Geral da União] está afastando as pessoas quando tem algo errado. Esse governo combate a corrupção", diz a deputada.

Quando as suspeitas contra Ribeiro vieram à tona, Bolsonaro resistiu a demitir o então ministro e afirmou ainda que colocava sua cara no fogo por ele. "As coisas mudam, as pessoas se mostram", diz Zambelli.

"A prisão não tem que cair no presidente, cada um tem seu CPF", completa.

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