‘Zap-zap’ entre operadores pode custar US$ 1 bi a cinco grandes bancos nos EUA

Reguladores nos EUA estão prestes a aplicar multas que somam US$ 1 bi aos cinco maiores bancos de investimentos dos Estados Unidos por não monitorarem conversas não autorizadas de seus funcionários em aplicativos de mensagens de texto.

'Alexa, Siri, quem comprou isso que não pedi?' Assistentes virtuais surpreendem com encomendas não pedidas

Combustíveis: Pressão do governo para reduzir preço esbarra em turbulência no mercado internacional, dizem analistas

Rodrigo Limp: 'Internacionalização é um caminho natural para a Eletrobras’, diz presidente da empresa

O Morgan Stanley admitiu na quinta-feira que espera ter que pagar US$ 200 milhões, o mesmo que o JPMorgan Chase desembolsou à SEC (que regula o mercado de capitais nos EUA) num acordo que serve agora de parâmetro nesse tema para as autoridades que também negociam com outras três grandes instituições financeiras: Citigroup, Goldman Sachs e Bank of America, de acordo com pessoas envolvidas nas conversas ainda em curso.

Esquema de 2011: JP Morgan é investigado sobre esquema de suborno e lavagem de dinheiro envolvendo a Petrobras

As multas estão entre as maiores já aplicadas por reguladores americanos contra bancos por falhas na manutenção de registros de comunicações, superando os US$ 15 milhões pagos pelo Morgan Stanley em 2006 por não preservar e-mails.

Isso porque as empresas do setor financeiro são obrigadas a monitorar as mensagens trocadas entre seus empregados para coibir condutas impróprias no tratamento de informações sigilosas, que podem ter impacto no mercado ou dar vantagens a investidores.

O problema é que esse monitoramento se tornou um desafio com a proliferação de aplicativos de mensagens, ainda mais depois que muitas equipes passaram tanto tempo em home office durante a pandemia.

Na multa imposta ao JPMorgan em dezembro, a SEC alega que executivos do banco contornaram a fiscalização usando apps como WhatsApp ou endereços de e-mail pessoais para comunicação. Sanjay Wadhwa, vice-diretor de Fiscalização da SEC, disse que as falhas do banco na armazenagem de mensagens “impediram várias investigações da comissão e exigiram que a equipe tomasse medidas adicionais que não deveriam ter sido necessárias”.

Para menores de 18 anos: Ministério da Justiça determina multa diária de R$ 1 mil se TikTok não retirar conteúdos impróprios

As investigações das autoridades americanas podem estar só no começo em relação aos bancos que atuam no país, já que buscaram informações também em outras instituições como HSBC e Deutsche Bank. Este último lembrou aos empregados no início deste ano que deletar mensagens é proibido no banco e está desenvolvendo um novo software para celulares corporativos que arquiva mensagens no WhatsApp. Representantes dos bancos não quiseram se pronunciar.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos