Zara volta a ser acusada de racismo após abordagem de segurança na Bahia

·2 min de leitura
Barcelona, Spain - November 5, 2012: People visit Zara store on November 5, 2012 in Barcelona, Spain. Zara has 1,763 stores and had more than 7 billion EUR revenue in 2009. (tupungato via Getty Images)

Uma loja da Zara no Shopping da Bahia, em Salvador (BA), foi acusada de racismo após um segurança abordar um cliente negro na última terça-feira (28). O caso foi registrado em vídeo por pessoas que passavam pelo local. Durante a abordagem, o segurança ordenou que ele apresentasse notas fiscais de uma compra.

Após a publicação de vídeos nas redes sociais, vários usuários das redes questionaram a abordagem e acusaram a empresa de racismo.

Em nota, a assessoria de imprensa do Shopping da Bahia declarou que "um segurança do empreendimento foi acionado por representantes da loja, solicitando que o cliente retornasse à loja — pedido que foi prontamente atendido pelo cliente, que apresentou as notas fiscais ao lojista."

Já a assessoria da Zara Brasil disse que, juntamente com a administração do Shopping da Bahia, "está apurando todos os detalhes relacionados ao fato ocorrido na tarde de terça-feira, no centro comercial, para tomar as providências necessárias e evitar que episódios como esse se repitam."

"Por meio de investigação realizada até o momento, e até a finalização da mesma, tomou-se a decisão de afastar do serviço uma funcionária da loja. A empresa lamenta o ocorrido neste episódio, que não reflete os valores da companhia", diz a nota da loja.

A menos de 4 meses a grife Zara foi acusada de racismo quando a delegada Ana Paula Barroso, que é negra, foi proibida de entrar na loja da Zara no shopping Iguatemi, em Fortaleza, no dia 14 de setembro. Na ocasião, ela registrou um boletim de ocorrência por racismo.

A investigação desse caso fez com que a Polícia Civil do Ceará afirmasse que a loja teria criado um código secreto para que os funcionários ficassem atentos e acompanhassem pessoas negras ou com "roupas simples" que entrassem no local.

Esse "alerta" era dado pelo sistema de som da loja, por meio de um código: "Zara Zerou". Nesse caso, a Zara negou que utilize códigos para discriminar clientes.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos