Zelenskiy diz ter informado Bolsonaro sobre situação no front, pede que todos se juntem a sanções contra Rússia

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Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy
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Por Eduardo Simões

(Reuters) - O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, disse em uma publicação no Twitter nesta segunda-feira que informou o presidente Jair Bolsonaro sobre a situação no front da guerra do país com a Rússia e fez um pedido para que todos se juntem na aplicação de sanções contra Moscou.

"Tive uma conversa com o presidente do Brasil @jairbolsonaro. Informei a ele a situação no front. Discutimos a importância de retomar as exportações de grãos da Ucrânia para evitar uma crise alimentar global provocada pela Rússia. Chamo todos os parceiros a se juntarem nas sanções contra o agressor", escreveu o presidente ucraniano em inglês, sem dar mais detalhes sobre a conversa.

Na semana passada, Bolsonaro, que visitou a Rússia onde se reuniu com o presidente russo, Vladimir Putin, dias antes da invasão russa da Ucrânia em fevereiro, disse que conversaria com Zelenskiy por telefone e que diria ao líder ucraniano qual a solução para colocar fim à guerra.

Bolsonaro se recusou a detalhar qual seria a sugestão que daria a Zelenskiy, sinalizando apenas uma comparação entre o conflito atual e a Guerra das Malvinas, entre Argentina e Reino Unido, em 1982, o que indicava que o presidente brasileiro poderia sugerir a rendição da Ucrânia. Em pouco mais de dois meses, os argentinos, sem o mesmo potencial bélico e treinamento dos britânicos, tiveram que aceitar a derrota.

Desde o início da guerra, apesar de a diplomacia brasileira ter condenado a invasão, Bolsonaro estreitou sua relação com Putin e nunca condenou pessoalmente a ação russa, que Moscou chama de operação militar especial para "desnazificar" o país vizinho, mas que a Ucrânia e maioria do Ocidente afirma se tratar de uma guerra de agressão não provocada.

Sem aderir às sanções internacionais impostas ao país, o governo brasileiro manteve negociações com a Rússia, incluindo a compra de fertilizantes e, mais recentemente, para aquisição de diesel do país, mais barato que o mercado internacional, já que os europeus reduziram drasticamente a compra.

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