Zelensky acusa Moscou de deixar o mundo 'à beira da catástrofe' com ocupação de Chernobyl

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O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky (D) e diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi (E), durante entrevista coletiva em Kiev, em 26 de abril de 2022 (AFP/Aleksey Filippov) (Aleksey Filippov)

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, acusou nesta terça-feira (26) a Rússia de ter colocado o mundo "à beira da catástrofe" após ocupar a central nuclear de Chernobyl no início da invasão da Ucrânia.

"O mundo esteve novamente à beira da catástrofe, porque, para o exército russo, a região e a central de Chernobyl constituíam um território normal de operações militares", disse Zelensky durante uma coletiva de imprensa conjunta em Kiev com o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o argentino Rafael Grossi.

"Nenhum país, desde 1986, representou uma ameaça em uma escala tão grande para a segurança nuclear na Europa e no mundo como fez a Rússia a partir de 24 de fevereiro", acrescentou.

Grossi, por sua vez, disse aos jornalistas que seu trabalho consistia em garantir que "a tragédia da guerra não fosse incrementada por um acidente nuclear".

Também garantiu que haverá "um trabalho especial dedicado à restauração, à recuperação de todas as capacidades e da infraestrutura que foi danificada nas últimas semanas".

As tropas russas ocuparam as instalações de Chernobyl em 24 de fevereiro, o primeiro dia da invasão da Ucrânia.

A ocupação durou até o fim de março e provocou grande preocupação mundial pelo risco de vazamento de radioatividade.

A central de Chernobyl foi o lugar onde ocorreu a pior catástrofe nuclear civil da história, em 1986.

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