Zelensky afirma não apoiar neutralidade de Bolsonaro sobre a guerra na Ucrânia

Volodymyr Zelensky (Foto: Igor Golovniov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
Volodymyr Zelensky (Foto: Igor Golovniov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta terça-feira (19) que não apoia a posição de neutralidade do presidente Jair Bolsonaro (PL) em relação à guerra no país —invadido pela Rússia no dia 24 de fevereiro. A declaração foi feita durante entrevista exclusiva ao Jornal Nacional, da TV Globo.

“Não foi a minha primeira conversa com o presidente do Brasil. Eu não apoio a posição dele de neutralidade. Eu não acredito que alguém possa se manter neutro quando há uma guerra no mundo", disse Zelensky.

Ele, então, analisou a situação na Segunda Guerra Mundial.

"Muitos líderes ficaram neutros num primeiro momento. Isso permitiu que os fascistas engolissem metade da Europa e se expandissem mais e mais, capturando toda a Europa. Isso aconteceu por causa da neutralidade. Ninguém pode ficar no meio do caminho. A guerra não é entre a Ucrânia e a Rússia, é uma guerra da Rússia contra o povo ucraniano, porque eles estão no nosso território", argumentou.

O presidente do país do leste europeu disse ainda que falou para Bolsonaro que precisa de uma posição do Brasil, e que conta com o povo brasileiro.

Quando questionado o que Bolsonaro respondeu, ele falou que o presidente afirmou apoiar a soberania e a integridade territorial da Ucrânia.

"Eu quero acreditar nisso. Ele me falou assim: 'o Brasil realmente compreende a dor do que está acontecendo com vocês, mas a nossa posição é neutra'", relatou.

Os dois presidentes conversaram na segunda (18) por telefone. No Twitter, o mandatário ucraniano contou que pediu apoio a Bolsonaro contra as sanções impostas pelo país comandado por Vladimir Putin. Zelensky disse também que eles discutiram sobre a exportação de grãos.

Já Bolsonaro não comentou sobre o que foi tratado entre eles. Antes da ligação, o presidente da República havia dito que teor da conversa não podia vazar por ser um “segredo de Estado”.

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