Zelensky vai à linha de frente no Sul da Ucrânia, um dia após ataque russo matar dois

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que raramente viaja para fora da capital Kiev desde o início da invasão russa, visitou neste sábado as regiões de Mykolaiv e de Odessa, no Sul da Ucrânia.

Impasse no Leste ucraniano: Analistas veem conflito mais violento e que poderia se arrastar 'por anos'

Risco futuro: Minas explosivas são legado perigoso e já infestam 300 mil km²

Entrevista: 'Kremlin tenta definir invasão na Ucrânia como sucesso', afirma autor de livro sobre Putin

Um vídeo divulgado pela Presidência ucraniana mostra Zelenky inspecionando um edifício da administração regional bastante danificado na cidade de Mykolaiv. Nas imagens, o governador Vitaly Kim mostra ao presidente os danos causados ao prédio, onde há um grande buraco pelo qual é possível ver o interior do local.

Depois, o presidente visitou as tropas na linha de frente em Mykolaiv e na região fronteiriça de Odessa, de acordo com seu gabinete.

— É importante que vocês permaneçam vivos. Enquanto estiverem vivos, haverá um forte muro ucraniano que protege nosso país — disse Zelensky aos soldados que combatem em Odessa.

Mais cedo, o presidente participou de uma reunião com autoridades locais na cidade de Mykolaiv, aparentemente em um porão, onde entregou-lhes prêmios por sua bravura. Segundo o gabinete presidencial, eles "falaram sobre o estado da economia, a retoma do abastecimento de água e a situação da agricultura".

A visita de Zelensky acontece um dia depois de um ataque russo deixar dois mortos e 20 feridos na cidade de Mykolaiv, onde vivia cerca de meio milhão de habitantes antes da guerra. A localidade é alvo de ataques russos, por estar na rota para o porto de Odessa, o principal Ucrânia, 130 km a sudoeste.

Sem treinamento: Soldados ucranianos usam internet para aprender a guerrear com armas enviadas pelo Ocidente

Mais 'destruição'

No Leste ucraniano, intensos combates estão devastando as cidades da região do Donbass, onde enormes áreas foram ocupadas por tropas russas.

— Agora, a batalha mais feroz está perto de Severodonetsk — afirmou o governador da região de Luhansk, Sergei Gaidai, acrescentando que as forças russas não controlam toda cidade.

Gaidai também relatou combates "difíceis" em Toshkivska e em Zolote, relatando que a cidade de Lysychansk, vizinha de Severodonetsk e separada por um rio, está sendo "duramente bombardeada".

Ele descreveu mais "destruição" na usina química de Azot em Severodonetsk, onde há 568 pessoas civis, incluindo 38 crianças. Já em Lysychansk, os moradores se preparam para fugir.

— Estamos abandonando tudo e indo embora. Ninguém pode sobreviver a um ataque desses — desabafou a professora Alla Bor, que se preparava para deixar a cidade com seu genro Volodymyr e seu neto de 14 anos. — Saímos de casa. Deixamos comida para nosso cachorro. É desumano, mas o que mais a gente pode fazer?

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos